Aproveitando a carta de uma leitora sobre a campanha do Dia dos Pais da Natura e a audiência sobre o assassinato de Hannan Silva, faz-se oportuna uma reflexão sobre as diversidades humanas. Embora a polícia tenha a princípio negado, há fortes indícios de motivações homofóbicas para a prática do assassinato. Ocorreu, julga-se o fato, porém as causas condutoras do homicídio ficam esquecidas. Preconceito e doença mental, não cuidada. Aí pode entrar Thammy Miranda, cuja vida é reprovada pela leitora da FOLHA. Ambos os casos expõem uma análise preconceituosa muito comum no seio da sociedade. Entender que pessoas desiguais têm menos direitos. Os diferentes são muitos, negros, índios, pobres, gordos, baixos, deficientes e cada um carrega uma pecha. Carvão, tampinhas, vadios, balofos, entre outros. E estejam certos, todos têm perdas em suas vidas. Tammy, filho de Maria Odete Miranda, a Gretchen, demonstra prezar por comportamento reto, apesar dos percalços impostos pela sua vida. O rapaz, entretanto, trás a carga de sua afiliação: A arte de Gretchen, por ser erótica, embora tenha feito muito sucesso, desperta reprovação odiosa de muitos. Mesmo sabendo-se que o erotismo foi e é usado na arte desde a idade antiga sempre mostrando fatos da vida oculta da humanidade. Muitos são os discriminados, embora sejam os homossexuais as maiores vítimas. São perseguidos desde suas tenras manifestações. Sofrem bullyng, discriminação, preconceito, violência e a morte. Sofrem em casa, na escola, no trabalho e nas ruas, embora nos julguemos cristãos. A Bíblia, nosso livro da lei, em Ge. 32,27, diz: eu sou o Deus de todas as criaturas. Essa frase não nos separa, logo, todos somos iguais perante a Lei de Deus e aqui no Brasil pela Constituição Federal.

Izaias Bitencourt Moraes (contador) Londrina

A chuva

Chuva bendita, benção em forma de água, Acalma nossos sentidos, ascende nossa esperança, lava nossa alma, leva para longe o medo da pandemia e a incerteza do futuro. Nos trás a certeza de boas colheitas, a garantia de nossa água, a pureza de nosso ar, a energia que não vai faltar para nossas casas iluminar, as indústrias voltam a rodar em plena carga, vão poder funcionar. As escolas voltam a ensinar, o comércio volta a faturar e muitas pessoas vão contratar. Os empregos vão se multiplicar e o dinheiro em nosso bolso vai voltar. A pandemia logo vai passar e todos vão se acalmar. Em cada rosto, um sorriso vai brilhar, como uma flor anunciando a primavera. Obrigado, Senhor!

Silvério da Silva (empresário) Londrina

MEMÓRIA

20 de agosto de 2016

Brasil conquista primeiro ouro olímpico no futebol

Foram necessários 64 anos, mas a seleção brasileira enfim chega ao ouro nos Jogos Olímpicos, numa conquista que serve de redenção para uma geração de jogadores que, pelo menos, desde a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, vinha sendo apontada como desprovida de grandes craques, assim como a responsável pelo rebaixamento da seleção brasileira do papel de protagonista para o de coadjuvante no futebol mundial. Quis também o destino que o ouro fosse proporcionado por uma vitória sobre a Alemanha, país que derrotou o Brasil por 7 x 1 na semifinal do Mundial de 2014, no Brasil.

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