As cooperativas de trabalho - Norberto Trevisan Bueno
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de fevereiro de 1998
Norberto Trevisan Bueno 
É inegável que as relações de trabalho, ante o sistema que vige no país, experimentam mudanças, não apenas como decorrência do desenfreado desemprego e da tentativas do governo quanto ao trabalho temporário, mas, sobretudo, como consequência da automação e da modernização das máquinas, que subtraem a substância do labor humano e geram crises no seio das família e dos aglomerados humanos. Também por isso a informalidade trabalhista cresce em ritmo alucinante, carreando preocupação a todos os setores do meio social.
Essas (novas) relações de emprego receberam o referendo da Constituição de 1998, onde se consagrou de forma expressa a livre iniciativa e a livre concorrência, a alicerçar os princípios da organização político-econômica brasileira; decorreu daí a expansão no setor de serviços, como fonte geradora de empregos, na mesma proporção em que se passou a exigir níveis elevados de qualificação profissional. Também isso é inegável.
Criou-se espaço necessário ao desenvolvimento e crescimento das chamadas cooperativas de trabalho, que não são novidade, tanto que o ilustrado professor Régis Teixeira leciona que ...as Cooperativas, especialmente de trabalho, são de existência milenar, podendo se afirmar até mesmo que são anteriores ao próprio regime do assalariado. O pouco desenvolvimento da matéria, no campo prático, especialmente na América Latina, é de responsabilidade da verdadeira avalanche por que passaram os países latino-americanos da influência italiana, especialmente o fascismo, que tanto influenciaram os direitos brasileiros, argentino, chileno, como de muitos outros da mesma região.


