As consequências do 11 de setembro
Dez anos após de um dos maiores atentados terroristas registrados na modernidade, o mundo ainda enfrenta as consequências da ação. Os atentados mataram cerca de 3 mil pessoas, mas atacaram os principais símbolos de uma nação, até então, sinônimo mundial de hegemonia e poder. Depois daquele dia, os americanos passaram a ter a incômoda sensação de insegurança, de que estavam totalmente vulneráveis.
A partir daí foi iniciada a guerra contra o terror, contra o Afeganistão e levada a outros países que se opunham à política norte-americana - como o Iraque. A iniciativa deixou um saldo igualmente trágico, com milhares de vidas perdidas e deficit de bilhões de dólares na economia. Bin Laden, apontado como mentor dos ataques foi morto, mas o seu legado, de certa forma, permanece, uma vez que a Al Qaeda continua em atividade.
O conflito ainda não terminou. Cerca de 100 mil soldados americanos ainda estão no Afeganistão; 7,5 mil militares americanos e soldados dos países aliados morreram nessa guerra ou no Iraque, dois conflitos financiados com créditos que fizeram explodir a dívida americana. O saldo, agora, está sendo dividido com todo o mundo, devido à recessão.
Fora da ação militar, os direitos civis também foram restringidos. A partir da hipótese de que qualquer cidadão é suspeito, foram consideradas legais violações de privacidade, até então totalmente ilegais. Mundo afora muitas dessas iniciativas foram copiadas. E nesse momento, causado por uma espécie de síndrome de estresse pós-traumático, a população aceitou todas as reações exageradas dos governos. Tudo passou a ser justificável, principalmente contra membros da comunidade árabe.
No entanto, no médio e longo prazos, as reações ficaram mais comedidas. De fato houve uma melhora na segurança das pessoas. Além disso, foram feitas modificações nos serviços de informação e nos sistemas construtivos. As edificações passaram a agregar outros itens, que evitam o seu desmoronamento e que facilitam a evacuação de pessoas. O mundo árabe também ganhou destaque. Nas escolas e nos vestibulares, a história do povo ganhou mais importância e, de certa forma, foi mais difundida.
No campo humano, a reflexão que deve ficar - dez anos depois - é o respeito ao próximo. A tolerância às diferenças e às pessoas é a lição que deve permanecer.





