As chaves do empreendedorismo
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terça-feira, 07 de janeiro de 2020
Folha de Londrina 
As mudanças no mercado de trabalho transformaram em moda a palavra e o conceito de empreendedorismo. A ideia é empreender – montar um negócio próprio – quando já não se garantem empregos formais, com carteiras assinadas e outros benefícios que, durante décadas, deram algum fôlego ao trabalhador.
Hoje, legiões de jovens ou pessoas maduras que perderam seus empregos pensam em empreender para sobreviver e, ao mesmo tempo, integrar um mercado cada vez mais competitivo. Alguns segmentos, como alimentação, estão entre as preferências de muitos, tanto assim que programas de gastronomia, comandados por chefs famosos ou nem tanto, também explodiram garantindo audiência a muitas emissoras, seja pelo interesse de quem pretende fazer da cozinha seu negócio, seja por aguçarem a curiosidade ou apetite de milhares de espectadores que querem saber tudo: desde as melhores panelas para levar ao fogo até a quantidade de óleo que uma receita exige.
Mas será o modismo o fator que deve estimular novos empreendedores? Os especialistas no assunto garantem que não. De nada adianta uma pessoa escolher um segmento se não tem perfil para tanto. Matéria da FOLHA, na seção Empregos & Concursos, nesta segunda-feira (6), dá um up ao empreendedorismo, ao mesmo tempo que alerta para os empecilhos que podem transformar o sonho de abrir o próprio negócio num pesadelo.
Um dos desafios é adequar o perfil ao mercado. Jovens que gostam de mecânica não vão se sentir bem vendendo empadas só porque alguém sugeriu a alimentação como segmento em alta. Neste caso, o autoconhecimento é colocado como um dos pré-requisitos para saber que tipo de negócio se afina com seu perfil ou comportamento.
Outros desafios são manter a proatividade, a persistência, além de saber analisar e planejar o seu próprio negócio, segundo os especialistas. Pequenas empresas – ou mesmo as maiores - podem abrir e fechar na mesma velocidade se estes requisitos não forem levados em conta. Uma solução talvez seja ter um sócio com perfil para atender ao público, enquanto outro cuida da administração, por exemplo.
Dentre as opções em alta no momento, estão ainda os segmentos de beleza e saúde, o que talvez explique o sucesso de lojas que vendem cosméticos e perfumes, além do número expressivo de clínicas de diversas especialidades. Mas para ser bem sucedido vale a regra que acompanha todas as profissões: é preciso gostar do que se faz, mais que isso, ser mesmo apaixonado pela atividade escolhida, investindo todos os esforços de planejamento, tempo, entusiasmo e análise de mercado para se dar bem.
A vantagem atualmente é que inúmeros cursos preparam profissionais para ter sua própria empresa, como o Sebrae e todo o chamado sistema S (Sesi, Senai e Sesc) que oferecem diversos serviços para quem saber mais para administrar seu negócio.
Portanto, se alguém quer começar o ano de mãos dadas com o empreendedorismo é bom ficar atento às dicas dos especialistas e aos cursos de preparação para entrar com mais segurança no mercado.
A FOLHA deseja bons negócios aos seus leitores.


