As boas perspectivas para o aeroporto de Londrina
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quinta-feira, 04 de abril de 2019
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O tema melhorias no aeroporto Governador José Richa, de Londrina, é pauta recorrente há pelo menos 20 anos na FOLHA. As obras de infraestrutura e modernização dos equipamentos são consideradas fundamentais para que o crescimento da cidade e o desenvolvimento econômico-social sejam potencializados. Há oito anos, um plano de desapropriações de terrenos nos limites do aeroporto foi iniciado para que essas obras começassem. É importante lembrar que muita coisa que importa em um aeroporto não é necessariamente o que os passageiros veem. O conforto, traduzido em terminal de passageiros, restaurantes e lojas, é importante, mas não é tudo.
O projeto do José Richa contempla a ampliação de mais de 600 metros da pista, além da criação de taxiways, áreas para manobra dos aviões. São alterações que vão permitir que a capacidade de embarque e desembarque de passageiros fosse triplicada e que vai melhorar significativamente os serviços, principalmente depois da instalação do ILS (Instrument Landing System), equipamento que permitirá pousos por instrumentos. O total que seria investido pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) girava em torno de R$ 258 milhões. As desapropriações já foram agilizadas: o município transferiu quase 1,1 milhão de metros quadrados para a União. No lado sul do aeroporto, foram 51 imóveis e, no lado norte, 56. No entanto, oito lotes ainda estão em meio à disputa judicial.
Em reportagem nesta quinta-feira (4), a FOLHA faz um balanço da situação atual das obras de melhorias do aeroporto de Londrina e lembra que o governo federal anunciou há pouco o projeto de concessão de 22 aeroportos, entre eles o José Richa. A prefeitura já investiu pouco mais de R$ 51 milhões pelos terrenos e continua com as desapropriações, aguardando a decisão da Justiça. A Infraero também fez investimentos nos últimos anos e a obra mais recente foi concluída em dezembro de 2018, quando foram encerradas as melhorias na sinalização da pista, áreas de táxi aéreo, no pátio e em vias de serviço.
No ano passado, o terminal operou 22.979 pousos e decolagens. O importante é que hoje há estrutura para alçar voos ainda mais altos e o resultado do recente leilão de três blocos, com 12 aeroportos nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, despertou interesse apontando que o setor está aquecido. Mais do que isso, demonstra que mesmo com a reforma da Previdência ainda para ser aprovada, o setor privado voltou os olhos para o Brasil e decidiu investir em infraestrutura.
As perspectivas são boas, pois há um alto potencial no número de passageiros e as recentes mudanças de regulamentação do setor devem trazer novas companhias para o País, especialmente as de baixo custo.


