Arthur Andersen paga US$ 217 mi para evitar julgamento
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segunda-feira, 04 de março de 2002
France Presse 
Paris A consultoria Arthur Andersen aceitou pagar US$ 217 milhões para colocar fim a todas as ações judiciais no caso da quebra da fundação da Igreja Batista do Arizona (Oeste dos Estados Unidos), afirmou nesta segunda-feira o jornal Wall Street Journal Europe. A Andersen, que já está envolvida na falência da gigante Enron, conseguiu um acordo na véspera do início do julgamento de US$ 217 milhões, o maior valor já pago pela empresa.
A fundação da Igreja Batista de Arizona tinha declarado falência em 1999 com um passivo de US$ 600 milhões, devido a práticas ilícitas. Esta fundação, que pagava rendimentos superiores à media para os investidores, principalmente paroquianos, fazia isso graças aos novos depósitos e acabou num beco sem saída, segundo o jornal. Além da multa, a oficina da Arthur Andersen em Phoenix (capital do Arizona) foi colocada sob vigilância de um conselho de três representantes daquel estado americano.
O acordo prevê também a proibição de trabalhar como auditores para os dois empregados da Arthur Andersen que auditaram a fundação. O jornal destaca uma nova derrota para a auditoria, em plena tempestade com o caso Enron e uma quebra de US$ 800 milhões, que na sexta-feira perdeu outro cliente importante, o grupo farmacêutico Merck.
A Arthur Andersen é suspeita de ter escondido problemas contábeis que levaram a Enron à falência. A auditoria reconheceu que alguns de seus empregados destruíram de propósito milhares de documentos sobre contas da Enron, apesar de as autoridades americanas terem anunciado que estavam investigando o caso.


