Arrecadação que não para de crescer
Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostram que o ano de 2010 fechou com arrecadação de R$ 1,27 trilhão em impostos. O cescimento em relação ao ano anterior foi de 16,5%. E as estimativas para este ano não são nada animadoras para o contribuinte brasileiro. A quantia arrecadada nos primeiros dias do ano já é superior em comparação ao mesmo período do ano passado. A previsão é que o montante atinja R$ 1,4 trilhão em 2011. Mais um recorde triste para o bolso do brasileiro.
Um dos maiores vilões da sanha arrecadatória do governo, em todas as esferas, são os tributos embutidos. Nessa modalidade, todo consumidor paga o imposto, independentemente do nível de renda de cada um. Isso significa que a carga tributária impacta de forma uniforme. E não há como escapar da fome do Leão nesse caso.
Os impostos embutidos estão presentes, principalmente, em itens considerados supérfluos, como joias e perfumes. Produtos que causam malefícios à saúde, como bebidas alcóolicas e cigarro, também incluem uma alta carga de tributos. E não há como escapar.
O problema, no entanto, não é apenas a carga tributária excessiva. De acordo com o presidente do IBPT, João Elói Olenike, é o baixo retorno em serviços públicos. A combinação entre arrecadação ''altíssima, em nível de primeiro mundo'', e o retorno ''pífio'' à população é um dos maiores entraves ao desenvolvimento do País.
Sem uma reforma tributária que corrija as injustiças e incentive, ao invés de dificultar, o empreendedorismo, fica impossível superar um dos maiores problemas que o Brasil enfrenta hoje, que é a imensa desigualdade social. Sem esquecer, é claro, que a situação melhorou com a implantação de programas de transferência de renda. O que não significa, porém, que grande parcela da população já tenha condições de caminhar com as próprias pernas e ganhar seu sustento. Uma dificuldade que ocorre, em parte, devido à alta carga tributária existente hoje no País.





