Brasília - O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, disse ontem que aceita continuar no cargo em um eventual governo do tucano José Serra (SP).
Ontem, Armínio esteve na Câmara para explicar as mudanças nas normas que regulam o funcionamento dos fundos de investimento. Na saída, foi questionado por jornalistas se aceitaria o convite de Serra. A resposta do presidente do BC foi imediata: ‘‘Aceito’’.
A manutenção de Armínio no comando do BC é o sinal mais forte emitido até agora por Serra na sua tentativa de se mostrar como o candidato mais preparado para manter a estabilidade econômica do País. A dúvida sobre os rumos que a economia pode tomar após as eleições tem sido apontada como a principal causa do nervosismo que tem tomado conta do mercado nas últimas semanas.
O temor dos investidores sobre uma vitória da oposição nas eleições foi resumida pelo megainvestidor George Soros à Folha de S.Paulo: ‘‘ou o Brasil elege Serra ou mergulhará no caos’’.
A manutenção de Fraga é uma maneira de mostrar ao mercado que, caso eleito, Serra dará continuidade à atual política econômica, que tem como bases o sistema de metas de inflação, o regime de câmbio flutuante e as metas para superávit primário (receita menos despesas do governo, com exceção dos gastos com juros).

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