São Paulo - A arma que matou o prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), no dia 20 de janeiro deste ano, pode ter sido utilizada no suborno de três policiais militares de São Paulo em troca da liberdade de um foragido que tinha ligação com a quadrilha que sequestrou e assassinou o prefeito.
A Corregedoria da Polícia Militar investiga o caso, mas até agora não conseguiu identificar os policiais suspeitos. Essa é a segunda denúncia envolvendo corrupção de policiais descoberta durante a investigação da morte do prefeito. A primeira ocorreu em Maringá (PR), envolvendo policiais civis.
Foragido da Penitenciária do Carandiru (zona norte de São Paulo), Abraão Venâncio, o Broa, 27, preso no último sábado, disse que deu a pistola usada para matar Celso Daniel, uma moto e mais R$ 6.000 a três PMs para não ser preso. Esse suborno teria ocorrido em 27 de janeiro, no Jardim São Jorge (zona sul de São Paulo), sete dias após a morte do prefeito.

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