São Paulo As vendas de Natal na Argentina cresceram 18% neste ano na comparação com 2001, mas ainda ficaram 32% abaixo dos de 2000, informou ontem a Coordenadoria de Atividades Mercantis Empresariais (Came). A Came realizou um levantamento com 436 estabelecimentos em todo o país e chegou à conclusão que o maior crescimento ocorreu nas vendas de artigos de couro e congêneres, que saltou 46%, puxados sobretudo pelos turistas, que aproveitam a desvalorização de quase 70% sofrida pelo peso argentino no ano.
Em segundo lugar ficaram os armarinhos (42%), depois calçados (39%) e artigos esportivos (36%), enquanto a principal baixa foi dos alimentos e bebidas (12%). Segundo a Came, em 2001 as vendas de fim de ano foram duramente afetadas pelo corralito e a crise dos bancos desenfreada pela renúncia do presidente Fernando de la Rúa, em 20 de dezembro.
Ontem, o Banco Central argentino anunciou que irá suspender, a partir de hoje, as operações de compra e venda de dólares. Dessa forma, acaba o controle do governo sobre o mercado cambial. Desde o fim da paridade peso/dólar em janeiro, o BC atuava no mercado para evitar uma grande desvalorização do peso. O país tinha duas cotações de dólar, uma da moeda negociada no mercado e outra dos bancos que negociavam direto com o Banco Central. O fim das intervenções era um dos requisitos do FMI (Fundo Monetário Internacional) para a negociação de um acordo.

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