Área livre de aftosa
O status de área livre de febre aftosa sem vacinação pleiteado pelo Paraná poderá trazer grandes vantagens financeiras ao Estado e fomentar ainda mais a cadeia do agronegócio. O Paraná é o primeiro no ranking na produção de aves, o terceiro no de suínos e o nono no de bovinos, setores que no ano passado geraram receitas de US$ 2,36 bilhões, US$ 132 milhões e US$ 110 milhões, respectivamente. O status garantirá a abertura de mercados consumidores mais exigentes e que aceitam pagar um preço mais alto pela carne.
No entanto, é preciso que o Estado se estruture para melhorar a defesa sanitária. O Ministério da Agricultura e do Abastecimento exige que sejam nomeados 169 servidores, já aprovados em concurso público, para reforçar os quadros de fiscalização da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Além disso, os postos de fiscalização nas áreas de fronteiras com São Paulo e Mato Grosso do Sul devem ser reestruturados. A extensa área de fronteira seca do Estado com outros países pode favorecer o trânsito clandestino de animais e qualquer descuido pode provocar enormes prejuízos econômicos.
Importante lembrar que em 2005 quando o Ministério da Saúde confirmou vários focos de febre aftosa em fazendas, o Estado registrou grandes perdas. Mais de 6,7 mil cabeças foram abatidas e enterradas e também foi cumprido um longo período de quarentena. Naquele ano 56 países importadores de carne paranaense suspenderam os negócios não só de carne bovina, mas também de aves e suínos. No entanto, desde 2008 o Paraná tem o status de área livre de aftosa com vacinação. A estimativa inicial era obter essa certificação no ano passado.
Se ocorreram problemas durante esse período é importante que o Estado se organize para cumprir as exigências. O status de área livre de aftosa sem vacinação vai favorecer os negócios e consequentemente movimentará a economia estadual como um todo.





