Erigir o monumento de um gigante boné é apenas um símbolo, porque o grande estandarte de Apucarana é o ranking de maior produtora desse acessório no Brasil, daí o título que ostenta de Capital Nacional do Boné. Com a produção mensal de 4,5 milhões de unidades, o município de 120 mil habitantes faz jus à posição no topo do pódio. A cidade comemora sua festa natalícia a 28 de janeiro, e por uma circunstância casual, foi num dia 31 do mesmo mês que se implantou a primeira fábrica de bonés dali. Então, esta data é o Dia do Boné, que já assistiu a 24 anos de celebração.
  Competentes, os industriais do setor vieram melhorando progressivamente a qualidade do produto, por isso a cidade é uma referência brasileira para quem quer adquirir bonés e saber tudo sobre as tecnologias que envolvem a confecção desse ornamento para a cabeça, e, mais que isso, um protetor. Onde quer que haja bonés em todo o território nacional, nas lojas ou em uso, é certa a possibilidade de encontrar, na maioria deles, a etiqueta de Apucarana. Porque suas indústrias ‘boneleiras’ respondem por 60% da produção nacional. A atividade dinamiza a economia, pela receita do que produz e pelos 10 mil empregos diretos e outros 10 mil indiretos que proporciona, nas 150 fábricas e nas quase 400 outras empresas vinculadas.
  A produção é voltada para eventos, por isso a modelagem se faz segundo as encomendas. Isto significa produção programada, sem encalhes, e uma dinâmica sempre atrelada à pressa. A cidade de São Paulo é o maior cliente. No passado o município de Apucarana era - como todos os demais do Norte do Paraná - essencialmente agrícola, com destaque para a cultura do café. Com o fim dessa cultura em escala, por causa de seguidas geadas (a maior delas em 1975, que dizimou inteiramente todos os cafezais do Estado), as comunidades foram modificando seu modelo agrícola e econômico, optando também pela atividade industrial - esta hoje capitaneada por outras mãos que não as dos pioneiros, porém de seus descendentes e de gente de outras partes do Paraná e do Brasil que foram chegando à região.
  Com a diversificação agrícola e outras opções de negócios, o perfil econômico e político-social norte-paranaense alterou-se e gerou empresários com visão diferenciada daqueles que conheceram fundamentalmente as funções da cafeicultura - plantar, colher, beneficiar e vender. A Apucarana de então era conhecida também como Cidade Alta, por causa de sua localização geográfica, e hoje é capital brasileira do boné e um vigoroso pólo industrial. Orgulho norte-paranaense.

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