O prefeito Marcelo Belinati espera enviar nos próximos dois meses para a Câmara Municipal os projetos que criam o parque industrial da zona norte (direcionado a empresas de menor porte) e da cidade industrial, voltada para empreendimentos grandes. Quanto a esse segundo projeto, a região definida ainda é mantida em sigilo pela pela prefeitura para evitar especulação financeira. Paralelamente, ele pedirá alterações durante o processo de revisão da Lei de Zoneamento e Uso e Ocupação do Solo, uma das oito que compõem o Plano Diretor. Essa revisão começou a ser estudada no início de 2017. Marcelo Belinati está tratando o projeto da cidade industrial, que já está sendo discutido com lideranças locais, como um "marco divisor" na cidade. Quanto ao parque industrial da zona norte, Belinati garantiu à reportagem da FOLHA, publicada nesta segunda-feira (4), que o projeto do ex-prefeito Alexandre Kireeff não será abandonado. A área já foi adquirida pela administração anterior, com loteamento e encaminhamento das licenças ambientais, além da garantia de financiamento de R$ 20 milhões, pelo governo estadual, para infraestrutura. A FOLHA consultou a professora Eliane Tomiasi Paulino, do departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina, que considerou benéfica a revisão do plano diretor e lembrou que ao iniciar um processo dessa grandiosidade, é preciso questionar qual a "cidade que queremos", pensando na totalidade da malha urbana, pensando no conjunto. A administração municipal está certa em trabalhar para garantir aos futuros investidores infraestrutura, segurança jurídica e desburocratização dos processos legais. Ao lado da localização privilegiada de Londrina (fácil acesso a Curitiba e São Paulo), esses três pontos são fundamentais para que o município se desenvolva melhor na área industrial.

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