Oportuna a campanha de conscientização sobre a importância de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos recolhidos por meio de tributos. Principalmente quando se tem governos perdulários, gastadores - irresponsavelmente gastadores, como agora. Resta saber se campanhas serão suficientes para romper vícios arraigados. O político brasileiro confunde bens públicos com bens particulares. Não apenas isso. Se os políticos são corruptos e gastadores, a gestão do serviço público é viciada em prodigalizar os recursos. A baixa produtividade do setor público também é uma forma de desperdício.
  Cabe perguntar: o leitor conhece alguma prefeitura, órgão estadual ou federal que tenha algum programa de racionalização de gastos? E quem vai tomar tal iniciativa se todo exemplo que vem de cima é o da gastança desmensurada?
É animador saber que existem pessoas preocupadas com o assunto. É bom saber que existe um Programa Nacional de Educação Fiscal (PNEF) para conscientizar as pessoas quanto aos gastos públicos. Mas é desalentador ter a certeza que a qualidade do dirigente político brasileiro não encoraja apostar que isso será suficiente para mudar a gestão pública, mesmo que no chamado longo prazo, assim entendendo o tempo que demanda o equivalente a pelo menos uma geração.
  Conscientizar significa exercitar a cidadania, com direito a fiscalizar e denunciar. E, sem querer ser pessimista, aqui aparece outro obstáculo. E nova pergunta: será que você pode contar com uma Justiça disposta a acolher denúncia, investigar sua procedência e aplicar punições? Não fiscalizam nem abusos flagrantes como o uso e abuso da máquina administrativa em campanhas eleitorais.
  Finalmente, vale reconhecer: temos pelo menos um ponto que nos leva a acreditar, é a vontade que as pessoas têm de sonhar o sonho da correção e da recuperação do que parece perdido. É que, ontem, o Programa reuniu em Londrina, cerca de 350 educadores das redes estadual e municipal, durante o 1º  Seminário Municipal de Educação Fiscal de Londrina, promovido pelo grupo local do PNEF.

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