APITO NA BOCA - Segurança no Centro
Elos de ligação com o poder público e entidades policiais, os Conselhos Comunitários de Segurança são sempre lembrados nos momentos de dificuldade. Desde o dia 20 de setembro, a região central de Londrina conta com seu Conseg. Em entrevista à FOLHA, o presidente da entidade Cláudio Telles Lupi, adianta alguns dos projetos que estão por vir, com intenção de congregar a região central da cidade. Apitos para o comércio e a população e uma urna itinerante incluem-se no cronograma.
A que se predispõe o Conseg Centro?
A intenção é ouvir o cidadão, pois há muita gente querendo falar, pedir informações e nós, como conselheiros, vamos exatamente falar sobre segurança. O Conseg Centro é formado por 15 pessoas, todas elas voluntárias, que dispõem de tempo e atenção em torno da região em que vivem, em nossa cidade.
Nesse sentido, como vocês vão falar sobre segurança?
Temos, como projeto, lançar o jornal ''Conselheiro'', que vai trazer dicas de segurança, números a discar, envolvendo escolas, trânsito, comércio. Será um canal de comunicação para as pessoas trazerem suas sugestões e críticas sobre segurança: seja o estudante que sai da aula às 11 da manhã ou o comerciante que finda seu expediente às 18h.
Entre essas sugestões e críticas, o que o senhor já ouviu?
Em relação à cidade, creio que a maior questão seja em relação à educação de cada pessoa: não arremessar papéis porque entopem os bueiros, não ultrapassar o sinal vermelho, pois gera acidentes, educar os filhos para não atravessar a rua com o sinal aberto são exemplos. Quando falamos na região central, o principal problema refere-se à segurança à noite. Durante o dia, o contingente de pessoas é grande, logo, o policiamento é maior. À noite, a partir das 19h, a demanda de pessoas diminui e o policiamento também. Nesse ''deserto'', a possibilidade da incidência de assaltos aumenta.
Em relação à segurança, Conseg Centro tem alguma campanha?
Sim. A intenção é, além de coibir a violência, criar um conceito de segurança na cidade. Um exemplo é o projeto da campanha ''Não use o grito, utilize o apito''. A intenção é distribuir apitos para seguranças e comerciantes que, em caso de emergência, ao lançarem mão do apito, podem inibir a incidência de atos melindrosos, bem como chamar a atenção de policiais que estiverem nas proximidades. A iniciativa de se utilizar o apito, além de prática, não é onerosa e se caracteriza como uma de nossas principais idéias.
Num próximo momento, o que a população do Centro pode esperar, de iniciativas, para que seja ouvida, também?
Teremos uma urna prática, que também pode ser chamada de urna móvel ou itinerante, que vai circular pela região central da cidade. O objetivo é darmos nome a essa urna, que virá no formato de um mascote e terá ouvidos, para as pessoas depositarem seus formulários, com sugestões, comentários ou críticas, e com uma boca, onde vão constar esses formulários e demais panfletos e iniciativas sob os cuidados do Conseg Centro. Caberá a cada comerciante repassar a urna ao vizinho, criando essa interação. É uma forma que encontramos de as pessoas participarem e se interarem, sugerindo melhorias e apontando soluções para a região central de Londrina.
Uma vez recebidas essas sugestões, como o Conselho Comunitário de Segurança repassa essas informações?
Sugestões e críticas seguem para as autoridades: quando for de competência da prefeitura, contatamos a própria. Quando de competência das autoridades policiais, como a Patrulha Escolar, 5º Batalhão, Corpo de Bombeiros, entre outros, também faremos esse elo, com autoridades de todos os níveis.





