Mesmo que o movimento antivacina segue fazendo adeptos no Brasil, há algo que ninguém pode contestar. Enquanto uma vacina contra a Covid-19 ou um tratamento eficaz não estiverem à disposição da população, o isolamento social continua sendo o meio mais eficaz de evitar a doença.

Londrina, que já registrou mais de 200 mortes por Covid-19, viu nesta sexta-feira (11) o início de um novo capítulo da pandemia na cidade. Dias após o fatídico feriadão da Independência, quando aglomerações foram observadas em bares, parques, residências e até nas ruas do centro da cidade, a prefeitura decretou lei seca por 14 dias.

Em transmissão nas redes sociais, o prefeito Marcelo Belinati anunciou que está proibida a venda de bebidas alcoólicas para consumo no local em todos os estabelecimentos da cidade, independentemente do gênero.

Na quinta-feira (10), a prefeitura já havia decretado o fechamento, também por 14 dias, de bares e espaços públicos de lazer. Nesta sexta-feira, a cidade registrou seis óbitos por Covid-19.

Há multas para estabelecimentos que desrespeitarem o decreto, assim como para consumidores. Dependendo da gravidade, o local pode ser fechado pela fiscalização da prefeitura.

A decisão de decretar lei seca em Londrina teve reflexo nos municípios da região metropolitana, principalmente depois que subiu nas redes sociais a #boraIbiporã. A prefeitura da cidade vizinha acompanhou as restrições impostas por Belinati fechando bares e proibindo consumo de bebida alcoólica nos estabelecimentos.

Cambé não proibiu, mas limitou os horários. É preciso uma ação coordenada para evitar que as pessoas acabem levando aglomeração para as cidades vizinhas.

Se foi uma decisão extrema ou não, o tempo dirá. O fato é que desde a semana passada, nesta FOLHA, profissionais de hospitais de Londrina alertavam para o crescimento do número de pacientes e um possível cenário de UTIs lotadas.

Nesse momento, é importante que a população compartilhe dessa preocupação com o próximo, sejam familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho, mantendo o distanciamento social. Hoje, é a única garantia.

E quando passar os 14 dias, se a opção for a flexibilização das medidas, que a população tenha uma atitude de responsabilidade. Ações inconsequentes, como aglomeração em bares e realização de festas irregulares servem para aumentar o número de infectados e gerar prejuízo para quem é obrigado a fechar a porta dos estabelecimentos por duas semanas.

Há quem pense que burlar o isolamento é esperteza. Grande engano que pode custar a vida.

Saúde! É o que a FOLHA deseja para os seus leitores.

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