Aos 28 anos, César Laudanna Patrício, de São Paulo, sente-se feliz pela mudança de ares. No Canadá há um ano e meio, César atualmente dedica-se ao mestrado em arquitetura na Universidade McGill. ‘‘Valeu a pena. A adaptação não é fácil, leva tempo, uma vez que você precisa conhecer pessoas, falar a língua local e abrir mão de costumes nacionais para aceitar a nova cultura. O clima pode ser um obstáculo ou não, depende de como você encara: preferi desfrutar ao invés de negá-lo, convivo bem com o frio’’.
  Com a rotina ligada à vida acadêmica, César é a prova concreta de que no Quebec valoriza-se também os talentos nos bancos escolares. ‘‘Recebo uma bolsa mais empréstimos do governo para subsidiar meus estudos e o custo de vida ’’.
  Veterana quando o assunto é Canadá, Eliana Saia saiu de Borrazópolis, no Paraná, em 2002. Hoje proprietária de uma pousada, ela define os moradores da província como ‘‘alegres e receptivos’’. ‘‘Para mim foi fácil, já sabia falar francês e me integrei rapidamente’’, diz.
  Vivendo um excelente momento, como faz questão de frisar, a empresária não tem hora para terminar a jornada, tamanha a demanda. ‘‘Criei junto com uma parceira um projeto e temos uma hospedagem chamada ‘Chez Brasil’ que recebe além de turistas do mundo todo, muitos imigrantes brasileiros, servindo como uma casa de passagem antes que eles se estabeleçam em Montreal’’.
  No que se refere aos ganhos médios, o sorrisão se faz presente. ‘‘Somos novos no ramo, temos a pousada há apenas dois anos e, como é sazonal, ainda não dá para saber. Valeu muito a pena, sinto que desde que vim para cá encontrei o que buscava em termos de qualidade de vida. A paz nao tem preço’’, conclui. (T.N.)


Serviço:

- Informações: www.imigracao-quebec.ca

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