O homem carrega em si todos os ingredientes para recriar aqui na Terra o paraíso. Basta que se ancore em seu poder interior e se conscientize das razões por que aqui está. Idéias de pecado o arrastam para o charco das imperfeições; idéias de punições o projetam nas sombras do medo. Tudo o que pensa, diz e faz, tem o peso de sentença.
Tem o homem muita responsabilidade sobre seus pensamentos, palavras e atos. Nem será preciso que aja, basta que pense, e isso se propagará com o poder do raio. A mente produz, porque ela é o poder de criação em nós, que nos foi concedido por graça e é atributo de nossa substância transcendente.
Felizmente as coisas não estão ficando piores no mundo, apesar dos conflitos que irrompem num canto e outro da Terra, mas ao contrário está havendo uma elevação da consciência da humanidade.
A violência maior não está nas guerras, mas nas iras e cegueiras do homem-ser-carnal. A paz, também, não é algo só presente no regulamento de algum organismo internacional, mas reside em cada um. Aqueles que não crêem na paz estarão lançando sementes de guerra; os que semeiam idéias de intranquilidade no mundo fazem girar a roda da intranquilidade. As consequências da ira recairão sobre os irados, sem que o percebam, não por castigo mas por que esta é a lei, eis que se entramos num determinado círculo lá encontramos todas as coisas da ‘‘família’’ desse círculo. Por isto que se ingressamos no círculo de pensamentos bons, lá iremos encontrar os semelhantes.
O homem, sintonizado em sua mente superior (entenda-se seu Deus interior) entrará na frequência da Grande Fonte e verá toda a ajuda chegar-lhe, de maneira surpreendente. Isto explica porque há pessoas ricas material e espiritualmente, cheias de felicidade e sabedoria, e sem fazer muito esforço. São pessoas conscientes de que há um poder transcendental dentro delas, e esse poder é a centelha divina, imanente de Deus por herança. Elas vivem em harmonia com tudo que as cercam, inclusive as turbulências exteriores. Observam tudo com compreensão e compaixão.
Em cada célula do ser está a síntese de todo o universo. Ao condicionar-se pequeno o homem limita-se à sua fisicalidade, nega a sua origem cósmica, nega Aquele que o criou, nega a si próprio. Mas se se recolher ao silêncio de seu santuário interior conhecerá a sua extraordinária dimensão, a sua grandeza, porque lá ouvirá o sussurro da alma e a voz d’Aquele que lhe fala.
Aqueles que tanto ressaltam as aflições do mundo mais as expandem, e mais aflições geram, passando a viver em angústia e tormento, porque envolvidos nessa atmosfera. Ao afundar-se em idéias de pecado ocultam-se da luz, e uma vez encobertos perdem-se pelos caminhos das sombras. Contudo, mesmo isto é do seu livre arbítrio e está coerente com a sua liberdade de ser, com sua vontade de experienciar tais caminhos. Pelas marcas dos passos da ida poderão fazer o caminho da volta. Nenhuma mão divina os irá buscar à revelia de sua vontade, mas acenará para a trilha mais segura de retorno. Não houvesse Deus outorgado ao homem o poder da livre decisão de ir e vir, e já antecipadamente o impediria de ir... E também impediria as guerras e os desmandos humanos. Mas não. Se o homem os quer, que os experimente. A Natureza Divina lhe dá, sim, o poder do discernimento.
As ‘‘novas’’ revelações são as mesmas de todos os tempos, adequadas, muitas delas, à realidade dos nossos dias, e novas porque reeditadas agora e em linguagem atual, pelos mesmos mestres do passado. Mas também é certo que algo revelador está chegando nesta entrada da Era de Aquarios, oriundo das mesmas fontes do passado. Os que irão chegando ao mundo doravante já vêm com um ‘‘DNA espiritual’’ apto para compreendê-lo. Mesmo agora, aquele que estiver sintonizado o identificará. Como na luz não reside a treva, logo não há como equivocar-se. Só se equivocam aqueles que vivem imersos na valorização de idéias de pecado, na legitimização de poderes demoníacos, em supostas iras divinas e em tenebrosos castigos celestiais - algo que está escrito em linguagem apócrifa e que por isso precisa ser compreendido pela visão do espírito. Criando essas formas-pensamento em seu inconsciente, podem torná-las realidade, e envoltos nessa roda custam a livrar-se, porque passam a vivenciar tal realidade. As orações pouco ajudarão se também sintonizadas nessa frequência. Então muitas pessoas, doces na sua essência, ficam amargas, doentes, entristecidas, porque mergulhadas na densidade do desconhecimento. Não conhecem seu próprio poder, que é um atributo do qual o Mestre nos falava como presente nele e presente também em nós. A muitos, isto não foi ensinado, ou ensinaram-lhes ao contrário, até por própria ignorância. E os cientes, porém acomodados, ou não muito convictos, deixam que os poderes divinos os salvem... São pessoas que se declaram estar no Mestre, porque ‘‘entregaram-se’’ a ele, mas o Mestre não está neles... Simplesmente porque não o entronizaram neles. E há aqueles que, libertos, serenos, felizes, saudáveis de corpo e mente, compartilham com o Mestre de outra maneira e obtêm dele todas as benesses, porque não apenas foram até ele mas o trouxeram para dentro de si.
Certamente que o Mestre não quer arautos, mas seguidores. Ele acenou para o caminho da salvação e convidou que o seguíssemos. Aqueles que o seguem se salvam, mas pelo andar de seus próprios passos. Os que se extraviam, lá ficarão até que resolvam...
- WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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