Apagão nas comunicações
Um acidente na BR-116, divisa entre São Paulo e Paraná, foi o causador da pane que deixou sem internet e telefone celular milhares de usuários desse serviço nos três estados do Sul do Brasil. A Autopista Regis Bittencourt, empresa que administra aquela parte da rodovia, informou que uma máquina que fazia a recuperação de um trecho de erosão na borda da pista (do KM 66, no município de Campina Grande do Sul) acabou atingindo o cabeamento de fibras óptica da empresa Global Cross.
O apagão na telefonia, intenet e TV a cabo começou por volta das 13 horas e só foi solucionado às 16h30. Pegou de surpresa quem estava em filas de bancos, de supermercados e em lojas. Muita gente ficou sem comunicação. Relatos da imprensa mostravam que clientes de bancos e lojas foram os mais prejudicados. Agências bancárias não tinham como atender as pessoas que eram orientadas a retornar quando o sistema voltasse a funcionar. Até a tarde de ontem, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não havia se manifestado sobre o caso e ainda buscava informações sobre o apagão.
Os paranaenses comprovaram da maneira mais difícil posssível que a dependência à tecnologia pode não ser tão confortável quando o sistema para de funcionar repentinamente. Os esquecidos ''orelhões'' voltaram a ser amplamente procurados como nos velhos tempos e os jovens experimentaram o amargo sabor de uma tarde sem internet e MSN.
A dependência por determinadas tecnologias é um assunto que sempre causa polêmica e rende estudos sociológicos e psicológicos. Mas o apagão que atingiu a Região Sul anteontem requer mais que um estudo comportamental. As relações comerciais e a vida cotidiana do cidadão estão pautadas nesses serviços e não dá para voltar atrás. Por isso, o mínimo que se espera das empresas responsáveis pelo setor são explicações objetivas e a garantia de que transtornos como esses não serão mais admitidos.





