Ao professor Giannattasio

Fiquei chocado com a coluna do meu amigo Paulo Briguet sobre a triste sina do professor Gabriel Giannattasio. Tive o prazer e a elevadíssima honra de ser seu aluno quando cursei História na UEL, entre 2000 e 2004. O professor Gabriel ministrou-nos um curso de Filosofia. Dono de profundo saber, é pós-doutor em Filosofia pela Universidade de Paris. Homem simples, despido de qualquer vaidade, como são simples as grandes almas. Dedicado ao ensino e à pesquisa, amigo dos alunos, mostrou-nos o outro lado da Filosofia, nos ensinou a entender e gostar da disciplina. Finalmente, nos mostrou como ver o mundo, isto é, como ver, realmente o mundo, e tentar entender, de alguma forma, o complicadíssimo ser humano. Nunca imaginei que aqueles que se propunham a nos ensinar a História, de verdade, sem ranços ideológicos, cometessem a iniquidade de conspurcar a honra e a dignidade de um grande mestre. Professor Gabriel Giannattasio, talvez o senhor não sirva para essa récua de medíocres que hoje domina a UEL, mas creia, jamais serás desonrado por verdadeiros mestres, jamais serás olvidado por seus alunos. Muito obrigado, professor, por tudo o que me ensinaste.

Paulo André Chenso (médico e professor) – Londrina

Exploração

A coluna social de Oswaldo Militão do dia 3 de setembro publica duas notas importantes. Uma sobre Luiz Carlos Hauly, que tem um projeto importante a respeito da desburocratização e criação de imposto único (IVA). O manheirado de tributos deixa qualquer empresário - e seus contabilistas - de cabelo em pé. A outra nota trata de nova loteria e vai ao contrário da maré. Estudam sobre um modo de esfolar os mais pobres entre o povo brasileiro. Dá raiva ver um fila de lotérica cheia de pessoas tirando dinheiro do leitinho das crianças para fazer uma fezinha. Cheias de esperança, engordam as contas do governo e ficam mais pobres. Senhor Presidente tome conta disso também. Acabe com todos os jogos de azar e, se quiser, crie o IVA dos pobres, quem sabe legalizando o jogo do bicho, administrado pela caixa.

Mario Menezes (técnico postal aposentado) - Londrina

Correção

Diferentemente do informado na matéria “Número de mortes por sarampo sobe para quatro no País” (Geral, 5/9), não houve óbitos por sarampo no Paraná.

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