Anvisa aprova registro de vacina contra chikungunya
O imunizante está autorizado a ser aplicado no país, para a população acima de 18 anos
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terça-feira, 15 de abril de 2025
O imunizante está autorizado a ser aplicado no país, para a população acima de 18 anos
Folha de Londrina 
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou na segunda-feira (14), a primeira vacina para chikungunya. Ela foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva.
Com o parecer favorável do órgão regulatório, o imunizante está autorizado a ser aplicado no país, para a população acima de 18 anos. O produto foi bem avaliado nos Estados Unidos, aplicado em quatro mil voluntários com idade entre 18 e 65 anos, tendo apresentado um bom perfil de segurança e alta imunogenicidade: 98,9% dos participantes do ensaio clínico produziram anticorpos neutralizantes, com níveis que se mantiveram robustos por ao menos seis meses.
Os resultados foram publicados na revista científica The Lancet, em junho de 2023. O imunizante contra a chikungunya já recebeu aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, e da European Medicines Agency (EMA), da União Europeia.
A chikungunya pode causar dor crônica nas articulações, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes. Autoridades da área de saúde calculam que a doença tenha afetado 620 mil pessoas no mundo só em 2024. Os países com mais casos da doença são Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia. Trata-se de uma arbovirose transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue.
O vírus Chikungunya foi introduzido no continente americano em 2013 e ocasionou uma importante epidemia em diversos países da América Central e ilhas do Caribe. No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou, por métodos laboratoriais, a presença da doença nos estados do Amapá e Bahia. Atualmente, todos os estados registram transmissão desse arbovírus.
Diante desse cenário, a disponibilidade de uma vacina contra a chikungunya representa uma medida estratégica importantíssima para a saúde pública, protegendo individualmente e coletivamente as pessoas contra uma doença debilitante.
Com a chegada da vacina, podemos falar em redução da sobrecarga de serviços de saúde, proteção às populações mais vulneráveis, como os idosos, e até mesmo impactos negativos na área de turismo, já que o Brasil é um dos países mais atingidos pela doença.
Para o Butantan, a aprovação do imunizante representa um marco significativo, consolidando ainda mais a posição do instituto brasileiro como o maior produtor de vacinas e soros da América Latina. E fortalece o Brasil no seu importante papel de promover a saúde pública e combater as doenças infecciosas.
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