Antraz reaparece em laboratório do Exército americano
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sexta-feira, 19 de abril de 2002
Agência EFE 
Washington - O Pentágono confirmou ontem que um funcionário de um laboratório de pesquisa biológica do Exército foi exposto a esporos de antraz, a bactéria que provoca o carbúnculo, doença mortal. O funcionário é um dos dois empregados do laboratório submetidos a exames depois que foi encontrado um baixo nível de esporos de antraz em um escritório e em um corredor do Forte Detrick, no Estado de Maryland, informou o Departamento de Defesa.
Os funcionários tinham sido imunizados previamente e começaram um tratamento antibiótico de precaução.
A presença dos esporos foi detectada em um escritório administrativo e em um corredor, depois que um cientista advertiu que em um laboratório estavam sendo feitas pesquisas com antraz, explicou o Pentágono.
Como medida de precaução, aproximadamente 100 pessoas foram transferidas e retiradas do setor do edifício afetado. Foram tomadas medidas adicionais que incluem uma avaliação de todos os funcionários que trabalham na área e a administração de um tratamento com antibióticos se for necessário, destacou o Departamento de Defesa.
Os esporos do antraz foram achados em vários edifícios federais depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, incluindo empresas de comunicação, o Supremo Tribunal, o Departamento de Estado, escritórios do Senado, o Departamento de Saúde, o FDA (órgão regulador de alimentos e remédios americano), assim como a agência de correios do Pentágono.
O FBI (polícia federal americana), até agora, não deteve nenhum suspeito. Cinco pessoas morreram de carbúnculo pulmonar depois de serem expostas à bactéria.


