Campinas - A indústria Organon do Brasil irá retirar do mercado todas as ampolas do anticoncepcional Tricilon, conforme informou ontem. A medida foi tomada depois que a prefeitura de Campinas relatou problemas com o lote A33720 do medicamento injetável e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização desse lote em todo o País.
Três pacientes da rede pública de saúde de Campinas ficaram grávidas, mesmo tomando regularmente o remédio. Análises feitas no laboratório Adolfo Lutz em 40 amostras confirmaram problemas no lote. Ontem de manhã, a Secretaria Municipal de Saúde não autorizou a realização de contraprova da Organon, que optou por retirar todos os frascos do produto do mercado.
Segundo a assessoria de imprensa da empresa, este ano foram vendidas 548 mil ampolas de Tricilon, mas não há estimativas de quantas serão recolhidas. Ainda segundo a assessoria, novos exames demorariam pelo menos 30 dias para serem concluídos, o que poderia acarretar prejuízo ao consumidor. A Organon ainda não decidiu se continuará comercializando o Tricilon no Brasil.

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