Conseguir recursos para a construção de casa populares tem sido o maior e mais difícil desafio da Cohab. Todos sabem do carinho especial que o prefeito Antonio Belinati dedica às pessoas que necessitam de um casa própria para morar. Das 34 mil casas populares construídas pela Cohab até hoje, 27,5 mil foram nas administrações do prefeito Antonio Belinati. E mesmo não tendo prometido nesta campanha construir mais casas, ciente das dificuldades que enfrentaríamos, todos sabemos que esta é, e sempre será, uma prioridade do prefeito.
Nos últimos anos, com a difícil situação econômica enfrentada em nosso país e o terrível processo inflacionário do qual fomos vítimas, muitos mutuários deixaram de pagar a Cohab, pois o valor de suas prestações não condizia mais com sua realidade sócio-econômica. São conjuntos considerados ‘‘problemas’’, cujas prestações em atraso representam 70% da inadimplência para com a Cohab. Em consequência disso, a Companhia também tornou-se inadimplente junto ao Sistema Financeiro de Habitação, ficando impossibilitada de contrair empréstimos com recursos do Fundo de Garantia para a construção de novos conjuntos habitacionais.
Com a campanha ‘‘Transforme sua dívida em mais casas’’, a Cohab conseguiu mostrar a estes mutuários a importância de pagarem suas dívidas para que mais casas possam ser construídas, podendo beneficiar inclusive alguém de suas próprias famílias que necessite de uma casa para morar. Mais de 10 mil moradores vieram até a Cohab. Muitos renegociaram suas dívidas e a inadimplência foi reduzida em 20%. Em contrapartida a Cohab buscou parcerias e conseguiu viabilizar a construção de mais de 1.141 moradias. Com recursos do Orçamento Geral da União e da Prefeitura de Londrina, serão construídas 185 unidades no conjunto João Turquino, com 30 metros quadrados de área. De uma parceria com a Cohapar - a prefeitura entra com os terrenos e a Cohapar com o financiamento para a construção das casas - serão construídas 566 unidades no Residencial Cabo Frio. As casas terão mais de 52 metros quadrados e são destinadas à famílias com renda até seis salários mínimos. Mais de 200 casas, de 44 metros quadrados, no Residencial Tibagi, em regime de autogestão, onde o mutuário recebe o dinheiro e executa a construção. E neste mesmo sistema, no Jamile Dequech II, serão construídas mais 200 casas.
Mas a Cohab foi em busca de soluções ainda mais efetivas para solucionar o problema de moradia em Londrina, onde 23 mil famílias estão na lista de espera por uma casa própria. O primeiro passo foi a vitória inédita em termos de Brasil junto ao Conselho Curador do Fundo de Garantia, que baixou os juros do saldo devedor dos chamados ‘‘conjuntos problemas’’, que variavam de 3,8% a 5,8% para o índice mínimo previsto em lei que é de 3%. Com esta medida, os contratos poderão ser recalculados e a divida dos moradores incorporada às prestações sem a elevação das mesmas.
Paralelamente a isso a Cohab irá aplicar a medida provisória 1.520/12, que permite uma antecipação do FCVS - Fundo de Compensação das Variações Salariais - proporcionando um desconto de 30% no saldo devedor em janeiro de 97 dos contratos dos conjuntos habitacionais acima citados. Com estas duas medidas adotadas pela Cohab, a redução no saldo devedor dos contratos pode ser de até 40%, influenciando proporcionalmente no valor das prestações, mesmo com a inclusão dos valores devidos à Cohab nos novos contratos. Isso significa que os mutuários poderão ficar em dia com a Cohab e a Companhia deixar de ser inadimplente para se tornar adimplente junto ao Sistema Financeiro de Habitação, estando apta a contrair novos financiamentos para a construção de conjuntos habitacionais.
Muitos trabalharam para que esta transformação fosse possível. O prefeito Antonio Belinati foi incansável em seu trabalho de ‘‘abrir portas’’ para que a Cohab-LD pudesse levar seus anseios e buscar soluções; o deputado federal José Janene mostrou, mais uma vez, seus ideais por uma Londrina melhor; e também o presidente da Caixa Econômica Federal, o Sr. Sérgio Cutolo, empenhou-se para que a proposta de Londrina fosse aprovada pelo Conselho Curador do FGTS. Com a medida provisória 1.520/12 e a decisão do Conselho Curador do Fundo de Garantia de reduzir os juros para o índice mínimo previsto em lei, Londrina passa a viver uma nova fase, onde a dignidade e a cidadania estarão acessíveis a uma parcela maior da população. Para a Cohab, para os mutuários e para as famílias que estão na lista de espera por uma casa própria, este será realmente um ano novo, onde uma realidade mais justa começa a ser construída.

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