Ano Novo e o desafio de deixar o tabaco para trás
O tabagismo é considerado a maior causa evitável isolada de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de janeiro de 2026
O tabagismo é considerado a maior causa evitável isolada de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo
Folha de Londrina 
O começo de um novo ano marca para muitos um desejo de mudança e, não é raro que melhorar a saúde seja uma das principais promessas de Réveillon. Nesse sentido, uma mudança de hábito bem-vinda é deixar de fumar.
O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica provocada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. Também é considerado a maior causa evitável isolada de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que todos os anos, 8 milhões de pessoas morrem no mundo devido ao uso do tabaco.
Parar de fumar é uma das batalhas mais difíceis enfrentadas pela dependência da nicotina. Largar esse vício sem ajuda pode ser uma tarefa árdua.
Em outubro do ano passado, um novo relatório lançado pela OMS mostrou que o número de usuários de tabaco caiu de 1,38 bilhão em 2000 para 1,2 bilhão em 2024. Desde 2010, o número de pessoas que consomem tabaco diminuiu em 120 milhões – uma redução relativa de 27%.
Ainda assim, segundo a OMS, um em cada cinco adultos em todo o mundo ainda é dependente do tabaco, alimentando milhões de mortes evitáveis todos os anos.
No Brasil, o SUS dá uma força importante para quem deseja deixar de fumar, por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo. O tratamento é oferecido em UBS (Unidades Básicas de Saúde), com suporte médico e grupos de apoio.
Em entrevista à FOLHA, Renata Freitas Albieri, coordenadora do Programa de Cessação do Tabagismo, da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, disse que o município tem 54 UBSs, sendo que 40 delas, na região urbana, oferecem grupos ativos para quem deseja abandonar o vício.
Albieri destaca que, de acordo com o relatório mais recente, atualizado a cada três meses, aproximadamente 348 pessoas participaram dos grupos, 193 homens e 155 mulheres. A maioria dos participantes tem mais de 40 anos, com destaque para a faixa etária entre 50 e 60 anos, que reúne 87 pessoas.
Nos últimos anos, um outro perfil de participante está fazendo a equipe responsável pelo projeto estudar novas alternativas para ampliar o acesso ao tratamento, os fumantes de cigarros eletrônicos. Albieri conta que dentre as ações para suprir essa nova demanda está a criação de grupos no período noturno ou aos sábados, visando atender pessoas que trabalham durante o dia e não conseguem participar das atividades.
Diante desse cenário, o início de um novo ano também pode representar um ponto de virada na relação da sociedade com o tabaco. Embora os avanços sejam evidentes, o desafio permanece grande e exige o engajamento conjunto do poder público, dos profissionais de saúde e da população.
Buscar ajuda, aproveitar os serviços oferecidos pelo SUS e ampliar o debate sobre os riscos do tabagismo, incluindo o uso de cigarros eletrônicos, são passos fundamentais para reduzir mortes evitáveis e promover mais qualidade de vida.
Obrigado por ler a FOLHA!


