Ano de prosperidade no Paraná
A análise de quase todos os indicadores econômicos que ajudam a compor o cenário de perspectivas em 2010, para o Estado do Paraná, aponta para um ano de prosperidade. Nesta análise estão se confirmando matérias divulgadas por esta FOLHA em dezembro, quando ainda não havia dados oficiais. Nossos entrevistados e também os nossos repórteres estavam certos. Àquela época as notícias em toda a mídia eram pessimistas ou então de incertezas.
Agora quem fala em crescimento, fundamentado em dados oficiais mais confiáveis, é o próprio governo federal. O quadro não é tão otimista como diz a autoridade do Banco Central. Mas estamos no alvorecer de uma nova fase, como previam as entrevistas publicadas pela FOLHA. Pode-se falar em retomada de crescimento. Um assunto que a este jornal sempre trata com moderação, sem os exageros do ufanismo oficial.
O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Mário Mesquita, acentuou ontem, em Curitiba, que as projeções feitas no fim do ano passado de que 2010 seria o início de um novo ciclo de crescimento na economia estão se confirmando. ''Os efeitos da crise global sobre a economia brasileira têm sido superados'', reforçou. Ele esteve em Curitiba para divulgar o Boletim Regional do Banco Central do Brasil. Os dados corroboram essa avaliação de crescimento.
Na região Sul a recuperação deve-se ao desempenho da indústria e do varejo, associado ao crescimento da massa salarial, expansão das operações de crédito e retração nas taxas de inflação. Além disso, há expectativa de boa safra agrícola. O relatório aponta que a retomada econômica vem acompanhada pelo recrudescimento das pressões inflacionárias, ''em processo que requer atitude vigilante por parte da autoridade monetária, visto que pode sinalizar tendência de desvio em relação à trajetória de metas por parte do índice agregado''.
Em entrevista coletiva, Mesquita foi questionado sobre os números que já apontam nesse sentido. ''A inflação de 12 meses, de fato, situa-se acima da meta. O que a gente trabalha é sempre o horizonte temporal de nove a 12 meses, olhando para frente'', afirmou.





