Ano bom para indústria paranaense
A maioria das empresas paranaenses ligadas a processos produtivos de giro rápido fará investimentos em 2010, ainda que tenham que remover entulhos fiscais e sanear anomalias contábeis herdados da crise mundial. Interpretando o economês do executivo de uma empresa de Rolândia, as indústrias estão vislumbrando oportunidades de crescimento. E vão investir.
São empresas cujos produtos se transformam em liquidez assim que entram no mercado. Podem ser citados os ramos de componentes e serviços da computação, na Grande Curitiba; construção civil, na capital e interior; subsetores de materiais de construção e o agronegócio, em todas as regiões.
Giro rápido são, por exemplo, peças de reposição de equipamentos usados em larga escala e itens da indústria da alimentação que precisam girar rápido sob pena de perda porque são perecíveis. Assim, reposição e itens de consumo produzem outra característica que o mercado gosta: a liquidez.
Liquidez é dinheiro circulando. É mercado ativo, emprego garantido e o setor imobiliário bombando.
Esse prognóstico está configurado. Quem é do ramo garante que alguns setores decolam no Paraná, no próximo ano. E as indústrias que atuam nesses segmentos vão tirar o pé do atoleiro. Não haverá espaço para previsões conservadoras, avisam.
O que promete acontecer no Paraná vai acontecer no Brasil. Deixando de lado a euforia de campanha eleitoral, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou ontem que, passada a crise no Brasil, o desafio agora é administrar o sucesso.
Exagero à parte, os bons indicadores econômicos do País, mesmo afetado pela crise, são a alta do crédito e da massa salarial; as reservas em nível recorde e a redução do desemprego.
Voltando ao Meirelles. Ele acha que os investidores terão mais segurança. Também citou a condição diferenciada do Brasil como ponto forte. Este é um ponto forte. O outro ponto que dá vigor à economia e reforça as perspectivas de crescimento do consumo, é o desempenho da massa salarial, que cresceu 2,5% em setembro de 2009 ante setembro de 2008. Como se observa, é a tendência vista por agentes dos setores público e privado. Aguardamos para ver e comemorar.





