Ampliação do transplante de medula
O Brasil vem ampliando o número de potenciais doadores de medula óssea nos últimos anos. Em 2003, eram 300 mil pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Hoje, segundo o Ministério da Saúde, são 3,5 milhões. Se o drama dos pacientes que precisam de um transplante de medula óssea está conseguindo sensibilizar o brasileiro, o próximo desafio é garantir infraestrutura em hospitais para aqueles que encontraram um doador compatível.
A proposta do Ministério da Saúde é quase triplicar, nos próximos dois anos, o número de leitos destinados a esse procedimento. Hoje, a rede nacional dispõe de 88 leitos. Nesse sentido, a pasta pretende investir R$ 240 mil para abertura de cada novo leito ou ampliação dos já existentes, destinados a transplantes entre doadores e receptores sem ligação familiar. O recurso garante ainda a criação e a melhoria da qualificação da equipe de atendimento, a aquisição de equipamentos e materiais, além de permitir a reforma e/ou construção dos Centros de Transplantes, que hoje somam 27 unidades. Em 2003, eram apenas quatro serviços.
Para receber os recursos, os hospitais precisam apresentar um projeto ao Ministério da Saúde, se comprometer a habilitar cinco leitos e a realizar, no mínimo, dez transplantes de medula óssea não aparentado por ano, considerado o mais complexo.
Outra novidade é o incentivo para hospitais municipais, estaduais e filantrópicos também abrirem centros especializados. As leucemias agudas são as principais causas de transplantes em todo o mundo e no Brasil, 95% dos procedimentos são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2013, foram realizados 23.457 transplantes pelo SUS.
Mesmo com o aumento no número de potenciais doadores cadastrados e do número de cirurgias, ainda há muita gente na fila esperando pelo transplante de medula óssea. E há casos em que a espera leva anos. A destinação de mais verbas para o serviço é muito importante e não há tempo a perder para que as instituições elaborem seus projetos. Abrir espaço e comprar equipamentos é só uma parte das dificuldades. Para um procedimento de alta complexidade, é preciso investir tempo e dinheiro na formação de uma equipe de alta especialidade.





