Ampliação do crédito habitacional
O déficit habitacional no Brasil ainda é algo que entristece e incomoda qualquer pessoa que tenha o mínimo de consciência coletiva e preocupação social. A casa, no sentido de abrigo para a família; a casa, porque remete para o conceito de lar, tem que ser prioridade número um em qualquer programa de governo. A moradia é algo que mexe com a autoestima e autoafirmação das pessoas e isto tem a ver com o comportamento do indivíduo na sociedade.
No Brasil o custo das casas populares ainda é alto. E o histórico dos financiamentos de construções permite questionamentos. Não é nada lisonjeiro, na medida em que lembra sobrepreços e supervalorizações, etc. Erros na trajetórias de programas habitacionais são muito mais que um problema de gestão. Porém, o importante é que, este ano foi bom para a expansão dos créditos habitacionais.
Os financiamentos imobiliários com recursos da Caixa Econômica Federal devem superar R$ 41 bilhões este ano. Não se trata de uma meta mas de estimativa que a Caixa considera a média de contratações de RS 150 milhões por dia e o valor já concedido até novembro. (Ver matéria no Caderno Economia).
A primeira meta anunciada pela Caixa para o crédito habitacional para este ano foi de R$ 27 bi, revista para R$ 30 bi e depois para R$ 38 bi. No ano passado, as contratações de crédito imobiliário na Caixa chegaram ao valor recorde de R$ 23,3 bi.
Até 30 de novembro, a Caixa concedeu financiamento imobiliário no total de R$ 39,3 bi. O valor é recorde e supera em 93% o registrado no mesmo período de 2008.
Os números já superaram todas as metas da Caixa para este ano devido à retração dos outros bancos na concessão de crédito imobiliário e do programa habitacional ''Minha Casa, Minha Vida''. O mercado esperava que, em função da crise, a busca de financiamento imobiliário por pessoas físicas seria menor do que ocorreu.
Os financiamentos vão se expandindo no sentido de incluir grupos de renda mais alta mas ainda dependentes de financiamento para a compra da casa. A própria Caixa observa que o aumento do limite do valor máximo do imóvel financiado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para RS 500 mil até contribuiu para incentivar a demanda.





