Amistosos com a Líbia rendem US$ 500 mil ao técnico Zagallo
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terça-feira, 10 de setembro de 2002
Agência Folha 
Rio de Janeiro - A empresa Dar El Ssada, que representa a Federação de Futebol da Líbia, diz que a entidade pagou, além de US$ 500 mil à CBF, outros US$ 500 mil a Mario Jorge Zagallo para a Seleção Brasileira disputar não apenas um, mas dois amistosos contra os líbios. A Confederação Brasileira de Futebol confirma ter recebido US$ 500 mil para participar de uma partida em Trípoli, mas avisa que os US$ 500 mil pagos a Zagallo eram de ''caráter pessoal''.
''Ele recebeu US$ 500 mil para dar entrevistas que serviriam de base para um livro que os líbios estavam escrevendo sobre sua vida'', comentou Marco Antônio Teixeira, por intermédio da assessoria de imprensa da CBF. O diário ''Lance!'' publicou ontem que a Dar El Ssada depositou em 12 de setembro de 1995 US$ 500 mil para Zagallo na conta 10.569 do banco Alpha Bahamas.
O técnico confirmou à publicação ter recebido o dinheiro por ter dado ''várias entrevistas'' aos líbios. Ontem, para a ''Folha de S.Paulo'', Zagallo mudou a versão. Disse que não se tratava de US$ 500 mil e que o pagamento, cujo valor não poderia precisar, foi feito no Brasil. ''Não tenho conta nas Bahamas, não tenho conta nos Estados Unidos, podem ter forjado o documento'', disse Zagallo, acrescentando não conhecer a empresa Dar El Ssada.
Em 1995, a seleção brasileira ficou de disputar um amistoso contra a Líbia, que pagou, pelo jogo, US$ 500 mil à CBF. Mas a partida não ocorreu em 6 de setembro, como havia sido combinado. ''Depois eles desmarcaram mais duas vezes, por isso não devolvemos o dinheiro (os US$ 500 mil)'', disse Marco Antônio Teixeira.


