Nova ameaça invisível está colocando o ''mundo civilizado'' em alerta. Uma bactéria, denominada NDM-1, identificada nos últimos dias em hospitais asiáticos e europeus, desenvolveu grande resistência aos antibióticos hoje utilizados no mercado. Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que os governos limitem o acesso da população aos antibióticos, para evitar surgimento de superbactérias.
Uma das características mais conhecidas do brasileiro é a sua capacidade de automedicação. Atire a primeira pedra quem nunca guardou remédio em casa, daquele tipo que se saca diante do primeiro sintoma. Campanhas são realizadas de tempos em tempos para tentar mudar esse hábito, sem grandes resultados.
Quando o assunto é a automedicação, a maioria das pessoas pensa no risco que representa à saúde pelos efeitos colaterais. Outro perigo está na não observância dos prazos de validade. Mas muitos se esquecem de outro problema ainda maior, principalmente quando o assunto são os antibióticos: o desenvolvimento de bactérias super-resistentes.
Os primeiros casos de NDM-1 foram registrados na Índia, mas hoje já foram confirmados no Reino Unido. Também há suspeita nos Países Baixos. Segundo o estudo, a bactéria teria sido transmitida da Índia para o Reino Unido por pacientes que viajaram até o país asiático para serem operados, principalmente no campo da cirurgia plástica.
No atual nível de globalização, quando as distâncias estão menores e são percorridas com maior rapidez, uma ameaça como esta merece ser encarada com seriedade. ''Ainda que uma bateria resistente a múltiplos remédios não seja algo novo e continuará a aparecer, as últimas informações exigem monitoramento e mais estudos para entender a extensão e modos de transmissão, além de definir as melhores medidas de controle'', disse o alerta da OMS. Os governos terão de redobrar a atenção.

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