ÂMBITO FEDERAL - UEM quer deixar de ser estadual
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quarta-feira, 13 de junho de 2007
Giancarlo Franquini<br>Especial para a FOLHA 
A federalização da Universidade Estadual de Maringá (UEM) começa a ser debatida na cidade. O maior defensor da mudança é o vice-reitor da UEM, Mário Azevedo. O projeto já havia sido debatido há alguns anos, mas agora ganhou mais força dentro da universidade e também em outros segmentos da sociedade. O vice-reitor foi até o Conselho de Desenvolvimento de Maringá (Codem) para debater a idéia da federalização. Os membros do Codem chegaram a criar uma câmara técnica apenas para analisar o projeto e suas vantagens. Para Azevedo, toda região ganharia, porque a UEM teria mais acesso a recursos federais.
Qual seria a principal vantagem da federalização?
Com a universidade passando a ser subordinada ao governo federal, poderíamos conseguir uma série de recursos para investimentos e pesquisas, aos quais hoje não temos acesso. A UEM e a UEL vêm perdendo recursos importantes, porque não têm acesso a uma série de linhas de crédito. Outra vantagem é que a mudança também facilitaria o fechamento de convênios com universidades internacionais.
E quanto aos recursos e pesquisas financiadas hoje pelo Estado?
Não haveria mudança nesse sentido. A UEM poderia ter acesso a recursos federais e ao mesmo tempo aos estaduais. A Universidade Federal do Paraná (UFPR) recebe mais recursos para financiamentos de projetos do que a UEM, por exemplo. A federalização também ajudaria a aliviar o orçamento estadual, fazendo com que o Paraná pudesse investir esses recursos em novos projetos educacionais.
O senhor acredita que o governo federal teria interesse nessa mudança?
Vejo viabilidade no projeto, porque hoje a UEM tem um perfil que atende os projetos do governo federal. Temos campus fora de Maringá e pesquisas em várias cidades. Temos uma preocupação no desenvolvimento regional, como quer o Ministério da Educação. O governo tem incentivado o desenvolvimento no interior e não só nas capitais. Outro ponto positivo é a quantidade de cursos noturnos hoje dentro da universidade. O governo federal quer incentivar isso para aumentar o acesso das pessoas aos bancos acadêmicos. Não temos infra-estrutura ociosa, tudo é utilizado durante os três períodos pelos 49 cursos de graduação, 26 mestrados e 11 doutorados. Todos entre os melhores do país.
O senhor acredita que a mudança também poderia ser proposta para a Universidade Estadual de Londrina?
Acho que sim. As duas universidades têm perfis parecidos e uma preocupação com o desenvolvimento regional. Assim como a UEM a UEL também está perdendo recursos, porque não pode ter acesso ao âmbito federal.
A idéia da federalização já existia, mas agora ganhou apoio também fora da universidade. O senhor acredita que isso ajudará a dar continuidade ao projeto?
Defendo a federalização há algum tempo, mas agora o tema tem conquistado atenção de outros segmentos da sociedade. A idéia é debater o tema com toda comunidade. Se todos acharem a proposta vantajosa, vamos ganhar mais força para levar o projeto adiante. Hoje, para a federalização só seria necessária a aprovação de uma lei federal.


