'Amazônia é a nossa prioridade'
O Exército diminuiu a quantidade de incorporados no último ano. A tendência é perder cada vez mais homens?
Aqui na Amazônia a diminuição foi menor, porque aqui é prioridade. A nossa engenharia não perdeu nada de efetivo, pois temos quatro batalhões e uma companhia em construção. Se a tendência for de queda de efetivo, vamos fazer um bom planejamento, mas uma coisa é certa: na fronteira nós não podemos cortar nada.
O material bélico à disposição é suficiente?
Sim, e nossos pelotões vão possuir em breve dispositivos tecnológicos mais avançados, como o radar Saber 200, que está em desenvolvimento e vai cobrir uma área muito interessante. Também vamos dotá-los também de equipamentos de visão noturna.
E os fuzis automáticos leves (FAL), que são da década de 1960?
O modelo do FAL é antigo, mas o armamento é novo, é bom e cumpre a missão. Mesmo assim o Exército está trabalhando em um novo modelo de fuzil.
Qual a sua opinião sobre as bases americanas na Colômbia?
Isso é um problema da Colômbia com os Estados Unidos. O Brasil não admite outros países dentro do nosso território. Se os colombianos admitem é problema interno deles. Além disso, o americano não é nosso inimigo, é um grande parceiro comercial. Quanto a um possível adestramento que eles poderiam ter em ambiente de selva, não vejo problema nenhum. Eles estiveram no Vietnã e tomaram pau. O combate é muito diferente do treinamento. É claro que devemos sempre ter uma preocupação, mas preocupação é diferente de ameaça. Várias lideranças do mundo fazem referência à Amazônia. Se nos sentirmos ameaçados por cada uma delas... Não acho que vamos ter que criar um inimigo fictício para mostrar a necessidade do Exército, ela já existe por si só.





