Amanda se livrou dos pesadelos com o alfabeto
Amanda tinha pesadelos com a alfabetização aos quatros anos de idade. Delirava e falava o alfabeto durante o sono. Foi quando sua mãe, a artista plástica Lia Ribeiro, decidiu repensar sua educação escolar. De uma escola tradicional, Amanda foi para uma escola antroposófica da Pegagogia Waldorff.
O nome é complicado, os conceitos bastante profundos, mas a prática é simples. A criança fica numa escola que funciona como uma casa. Enquanto os adultos cumprem as tarefas diárias, as crianças brincam com panos e pedaços de madeira. Há momentos de cantigas, contos e brincadeiras ao ar livre, em contato com a natureza.
A mudança no comportamento de Amanda foi logo sentida em casa. Além de não ter mais pesadelos, ela canta muito em casa e a rotina acontece com mais naturalidade. Segundo Lia, é assim na hora das refeições, de escovar os dentes e guardar o brinquedo. ''O clima em casa ficou mais tranquilo e menos competitivo'', conta.
Lia diz que acredita que tomou uma decisão que vai influenciar por toda a vida de Amanda. ''Você escolhe uma escola de acordo com o que você quer para seu filho. Eu não tenho pressa em alfabetizá-la, preparar para mercado de trabalho, para ser competitiva. Eu quero que ela seja feliz, faça o que goste e não, necessariamente, tenha sucesso apenas financeiro. Acho que se todos pensassem assim o mundo seria melhor'', completa.





