Alvo dos fraudadores
Nem a arte escapa da voracidade dos fraudadores, que se valem de uma das mais sublimes formas de expressão da humanidade para, criminosamente, tirarem proveito próprio. É verdade que o termo corrupto é quase um sinônimo para aquele que não tem escrúpulo e frauda, sem constrangimento, seja o lucro proveniente dessa ação imprópria substancioso ou inexpressivo.
Então se lê na edição de hoje, em reportagem publicada no caderno Folha 2, que o alvo da ação desses nocivos à arte é a Conta Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura. Esse projeto viabiliza recursos financeiros para as propostas culturais já aprovadas pela Lei Rouanet. Por meio de uma denúncia, o órgão estadual constatou que pelo menos quatro das propostas beneficiadas foram fraudadas. Mais grave ainda é saber que, para isso, os culpados usaram de um artifício simples, mas que caracteriza e escancara violentamente a intenção de subtrair dos outros, sejam eles representados pela instituição do Estado ou diretamente dos contribuintes: a adulteração de documentos. Esse tipo de procedimento tem um nome: roubo.
O órgão estadual acredita que os artistas relacionados a esses projetos foram envolvidos na fraude. Quem quer que seja, o cidadão exige punição.
Walter Ogama





