Alvaro tem trauma de Ari Queiroz
Curitiba Historicamente, no Paraná, os vices acabaram se revelando uma dor de cabeça aos governadores. Além da vice-governadora Emília Belinati (PFL) rompida publicamente com Jaime Lerner (PFL) no início do segundo mandato , os vices de Roberto Requião (PMDB) e Alvaro Dias (PDT) também causaram transtornos aos titulares do cargo.
O senador Alvaro Dias (governador de 1987 a 1990, pelo PMDB) até hoje guarda ressentimentos de seu vice, Ari Queiroz, a quem culpa por ter ficado oito anos sem mandato político. Alvaro queria deixar o governo para disputar uma vaga ao Senado. Para isso, precisava se desincompatibilizar, e deixar o governo nas mãos de Ari Queiroz.
Mas não pude sair. Ele manifestou posições políticas diferentes e sacrifiquei um mandato de senador. Fiquei oito anos sem mandato porque não pude contar com a lealdade de meu vice. Alvaro lembra que Ari Queiroz apoiou José Richa em vez de emprestar apoio a Roberto Requião, seu sucessor no Palácio Iguaçu e aliado político na época.
O episódio permanece mal resolvido. Ari Queiroz hoje afastado da vida política disse que Alvaro não justificou a ele o porquê de não se desincompatibilizar. Minha posse seria num domingo. Na sexta-feira, fiquei sabendo que ele terminaria o governo, pela tevê, disse. Não sei se ele guarda ressentimentos, não tivemos mais contato, emendou.
O atrito de Requião (gestão 1991 a abril de 1994) foi com o vice Mário Pereira, que assumiu a chefia do Poder Executivo nove meses antes do final oficial da gestão. Assim que tomou posse, Pereira criticou os índices de mortalidade infantil deixados por Requião. O senador afirmou que, no geral, Mário Pereira foi um





