Alternativas para redução do emprego
A economia brasileira está perdendo a empregabilidade. Esta frase, que se houve há anos nos meios acadêmicos, traduz a redução da oferta de empregos independente de circunstâncias conjunturais. Ela ocorre sem vinculação com crises econômicas ou sazonalidades. Evidentemente que crises e sazonalidades da produção - primária ou industrial - sempre agravam uma situação já instalada.
A empregabilidade, suposto neologismo da existência de oferta de emprego, está em queda por causa de uma postura defensiva da própria economia. O diagnóstico não é difícil: uma legislação conservadora, um sindicalismo arrogante, que não transige, e uma Justiça que parte sempre da premissa que empregador é aquele que explora o empregado; então é réu e assim deve ser tratado. O preconceito contra o setor produtivo é ideológico.
A entrevista de Luiz E. P. Rosa, presidente do Congresso Mundial de RH, à repórter Érika Gonçalves (página 3) não fala exatamente da tendência de redução do fator emprego, nem usa o termo empregabilidade. Mas mostra que há alternativas para contrapor a tendência. Ele diz: Precisamos mudar nossa mentalidade, arrumar emprego não é o único caminho para seguir na vida, também posso criar minhas oportuni-dades.
O especialista em gestão de pessoas, sugere que brasileiros não devem ficar esperando colocações no setor público (mesmo sabendo das benesses e da tendência estatizante daqui para frente).
Vale a pena ler a entrevista de Luiz Rosa. Ele aponta que o conhecimento está disponível. É verdade. As oportunidades estão expostas. E, apesar de o mundo se tornar cada vez mais competitivo, não há diferença no acesso ao conhecimento.
Os dez empregos mais requisitados hoje não existiam há 10 anos. Mais um detalhe: o Brasil é a bola da vez. Somos parte dos BRICs (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China, que juntos podem se tornar a maior economia do planeta), que são 42% da população mundial. Desses quatro países, o Brasil dispõe do melhor posicionamento, sob o ponto de vista de ter uma agricultura e uma área de serviços muito mais modernas, indústria moderna e diversificada.





