Reportagem na edição de hoje e que merece manchete na capa do jornal retrata uma realidade que é ignorada pelas autoridades responsáveis. O Viagra e o Pramil, um similar de procedência do paraguaia, podem ser comprados por qualquer pessoa em bancas do Camelódromo de Londrina ou até mesmo por anúncios em seções de classificados de um jornal da região.
Verdade que o Viagra, especificamente, já tem venda liberada nos balcões das farmácias, desde que em embalagem fechada contendo as devidas recomendações na bula. Dispensa-se, assim, a prescrição médica. Mas comprar comprimido solto em local não recomendado é expor à vida a um risco desnecessário pois o medicamento pode ser falso , mesmo que o preço do produto seja muito atraente nessa negociação ilegal. E só nesse ato o consumidor estaria sendo parceiro do vendedor em alguns crimes.
Quanto ao Pramil, as consequências podem ser mais sérias. Além do comprador estar participante de uma negociação ilícita e de correr o risco de consumir um produto desconhecido que resulte em graves consequências para a sua saúde, ele está contribuindo com o contrabando.
A Folha, através de seu trabalho jornalístico, alerta as autoridades. Cabe a elas a ação.

Walter Ogama

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