A queda de mais de 11% no preço da cesta básica em Londrina, registrada entre junho e julho, é uma boa notícia. Depois de meses em que o consumidor viu o carrinho de compras encolher enquanto a conta aumentava, encontrar produtos essenciais mais baratos representa um respiro para milhares de famílias. O tomate e a batata, que haviam se tornado símbolos da inflação dos alimentos, voltaram a patamares mais acessíveis e puxaram para baixo o custo dos itens básicos.

A pesquisa que indicou essa queda nos produtos da cesta básica nacional (13 itens considerados essenciais) em Londrina foi realizada pelo NuPEA (Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas) da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná. O valor médio da cesta básica para uma pessoa foi de R$ 649,73.

Mas apesar da trégua recente, o custo de vida segue mais alto em relação ao início de 2026. Desde janeiro, a alta acumulada é de 2,14%. O ano começou com a cesta básica cotada a R$ 636,10. Quando comparados julho de 2025 e julho de 2026, também houve aumento, de 2,57%. E no acumulado dos últimos 12 meses, no período de agosto de 2025 a julho de 2026, a inflação da cesta soma 7,44%.

Da lista de 13 itens, sete registraram queda e alguns deles tiveram uma redução bem expressiva. O tomate e a batata, que nos últimos meses vinham subindo de preço, em julho baixaram 49,5% e 42,3%, respectivamente. Também ficaram mais em conta o feijão (-8,7%), o açúcar (-8,2%), o óleo de soja (-3,0%), a carne (-2,8%) e a banana (-2,7%).

Entre os produtos que tiveram alta estão o leite e a farinha de trigo, ambos com 6,2% de aumento, a margarina (+1,5%) e o café (+1,2%). A carne tem o maior peso no conjunto. No mês passado, 45,6% do valor final da cesta básica corresponderam ao produto.

Também chama atenção o peso da carne na composição da cesta básica. Sozinha, ela representa quase metade do valor total dos produtos pesquisados. Pequenas oscilações nesse item têm impacto significativo no bolso da população, evidenciando como a alimentação continua vulnerável às variações de oferta, demanda e custos de produção.

A redução registrada em julho merece ser comemorada, mas sem perder de vista o cenário mais amplo. A inflação dos alimentos não se combate apenas com oscilações sazonais de produtos hortifrutigranjeiros. É necessário um ambiente econômico capaz de garantir estabilidade de preços, crescimento da renda e preservação do poder de compra dos trabalhadores.

No fim das contas, o que realmente interessa ao consumidor não é apenas pagar menos neste mês, mas ter a segurança de que seu salário continuará sendo suficiente para colocar comida na mesa nos próximos meses.

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