Este Jornal publicou ontem quatro boas notícias: a volta da operação de vôos da Varig em Londrina; a produção de biodiesel a partir do óleo de frango, em Rolândia; a diminuição, embora pequena, do número de homicídios em Londrina, no ano passado; e a informação de que a Câmara de Vereadores local pretende reduzir gastos. Outra boa nova (esta para a cidade de Wenceslau Braz) e também divulgada na FOLHA ontem, é a possibilidade de o trem voltar a correr pelos antigos trilhos de lá. Em meio a tanta turbulência que recheia o noticiário dos jornais, é sempre alentador verificar-se que inovações vão surgindo e coisas boas acontecem.
E pode-se acrescentar mais uma boa notícia: a disposição do governador Requião, anunciada em discurso de posse, de implementar projetos de agroindustrialização.
O retorno da Varig deve ser festejado porque a companhia, fundada em 1927 no Rio Grande do Sul e pioneira no Brasil, passa por um processo de recuperação; e por demonstrar que, se retorna a Londrina, é porque encontrou resposta em forma de disponibilização de passageiros e cargas, o que exalta a potencialidade regional. Uma boa perspectiva para a empresa e para os usuários, que, no caso do aeroporto, serve a dezenas de cidades circunvizinhas e também do sul e oeste do Estado de São Paulo.
Em Rolândia a empresa Big Frango passou a produzir combustível automotor a partir de resíduos da industrialização de frango, e já o está usando na proporção de 50% em sua própria frota e inclusive em tratores. Além da vantagem econômica, esse combustível causa menor poluição ambiental. O plano da empresa agora é solicitar certificação do produto junto à Agência Nacional de Petróleo, para atuar como distribuidora.
No caso da criminalidade em Londrina, que continua alta, a constatação de que houve uma queda no decorrer do ano que findou - embora pequena - já significa que, no mínimo, não houve aumento, o que dá um certo alívio à cidade, ainda tão perigosa e insegura. E a Câmara de Vereadores, que tempos atrás chegou a acenar com mirabolâncias do tipo implantar televisão e ampliar instalações - gastos inúteis em tempos de dificuldade, de tanta revolta popular contra os homens públicos e de tanto arrocho sobre o povo - soa alentador ouvir-se que o novo presidente da Casa quer cortar despesas.
Todas essas informações são fatores positivos para a dinamização da economia e também disseminadores de um certo entusiasmo, porque de notícias ruins o ano de 2006 foi pródigo, sobretudo no que se relacionou com os governos e parlamentos. Ainda bafejados pelos votos de um ano melhor, estes primeiros dias de 2007 mostram a criatividade empresarial, a retomada de atividades e um lance de conscientização política. Bons sinais.

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