Angélica Abbonízio Carneiro (esquerda) é educadora popular há 5 anos. Treinada pela APEART, atua na comunidade do Jardim Novo Bandeirante, em Cambé, e acolhe alunos adultos como Veronice da Silva de Souza (direita), 50 anos, na escola municipal Santos Dumont. Veronice não foi estimulada a estudar e, por isso, havia feito só até a terceira série do ensino fundamental. ''Em casa já estava bom só saber assinar o nome'', comenta.
Depois de perder muita oportunidade de ''emprego bom'' por não ter estudo, resolveu voltar à sala de aula e terminar o 1º grau. Quer mais. ''Quem sabe me tornar também uma professora'', arrisca. Para Angélica, é gratificante ver aquele aluno que começou o curso de cabeça baixa, envergonhado de sua ignorância, ir pouco a pouco recuperando o amor próprio e confiando mais em si mesmo. ''No meio do ano ele já está de cabeça erguida'', conta.

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