Alfabetização e consumo aumentaram no Paraná
A notícia divulgada pelo IBGE é que o Paraná avançou no combate ao analfabetismo e que também aumentou no Estado o consumo de bens duráveis. Quatro anos atrás o analfabetismo era de 7,8% e no ano passado já havia caído para 4,8%. O que preocupa é que, na faixa dos 7 aos 14 anos, 2% ainda estão fora da escola, enquanto em Santa Catarina o índice é de apenas 1%. Houve queda também na frequência do ensino médio, mas isto se deve à mudança no perfil escolar do Paraná por conta das modificações e da imposição de se matricular crianças a partir dos 5 anos.
Pelo mesmo levantamento do IBGE, hoje o aparelho de televisão está presente em todos os lares, mesmo os pobres, e superou em volume os aparelhos de rádio, um meio que era soberano até alguns anos atrás. O valoroso rádio veio perdendo sua hegemonia até pelas facilidades hoje de se adquirir um televisor. Curioso é que os lares paranaenses têm mais computadores do que freezers, embora quase todos possuam geladeira. Outra curiosidade é que quase metade dos habitantes de cada município paranaense é oriunda de outras cidades.
O volume de carteiras de trabalho assinadas é de apenas 35,54% da classe trabalhadora, que representa 55,35% da população. Quem perdeu status foi a empregada doméstica, porque com aumento do salário mínimo regional muitas patroas a despediram.
Nos primórdios da colonização, especialmente na região norte, a maioria da população do Paraná trabalhava na atividade rural, e agora 85% vivem nas cidades e apenas 15% no campo. Deve-se isto, certamente, aos atrativos do meio urbano e ao trabalho duro na lavoura, onde os filhos jovens não querem mais ficar, buscando estudo e emprego nas cidades. Por um lado, o rigor da legislação trabalhista no meio rural desestimulou os empregadores a contratar, porque não há como aplicar uma lei da cidade no campo, até porque as características de trabalho e de honorários são muito diferenciados. Para os varões, a revelação é que não se alterou o quadro: há mais mulheres que homens no Paraná, ou seja, 51,47% contra 48,53%.
É indiscutível que o padrão de vida dos cidadãos melhorou, e não por mérito de medidas governamentais - embora tenha alguma contribuição para isso -, mas porque a indústria e a tecnologia produziram máquinas e equipamentos que tornaram mais leve o trabalho em todos os campos. E porque o crediário facilitou as compras e a maioria tem podido adquirir os produtos. No que diz respeito ao poder público, deve-se salientar que a luz elétrica já está em quase 100% dos lares, assim como a água corrente, embora as redes de esgotos sejam insuficientes. Certo é que, com relação a um passado não muito distante, as pessoas passaram a ter vida melhor e por isso também a sua longevidade aumentou.





