O alerta emitido esta semana pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para que seus mais de 140 países-membros reforcem a vigilância para o eventual crescimento de infecções provocadas pelo vírus zika evidenciou a situação que já se mostrava alarmante no Brasil. O comunicado da OMS cita diretamente o aumento de nascimento de bebês com má formação e de casos da síndrome de Guillain-Barre identificados no Brasil.
Boletim epidemiológico divulgado esta semana apontava para 1.248 casos suspeitos de microcefalia. Como base de comparação, entre 2010 e 2014, a media anual ficou em 156 notificações. Os números por si só já apontam para a gravidade do problema e sugerem a necessidade urgente de estratégias que visem o combate a doença.
Além disso, esta época do ano se mostra particularmente perigosa. As altas temperaturas aliadas as chuvas torrenciais, provocadas pelo fenômeno climática El Niño, certamente contribuirão para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, outra doença que já se alastra pelo País. Por isso, é preciso investir maciçamente em prevenção. O vírus já circula em 18 Estados, inclusive no Paraná, que tem registrado alguns casos da doença.
Importante lembrar que o estabelecimento do elo entre o zika e a microcefalia e inédita na medicina e, por enquanto, não existe vacina ou tratamento. Este fato reforça a necessidade de prevenção – a única maneira de conter o avanço da doença. É preciso desenvolver um trabalho conjunto entre União, Estados e municípios para potencializar esforços e garantir um resultado mais assertivo.
Ademais, é importante que a população também se empenhe no combate ao Aedes aegypti. A responsabilidade pela prevenção e por conscientizar as pessoas é das autoridades, mas todos têm que estar atentos. O mosquito se combate com ações diárias. O engajamento da população é fundamental para evitar o surgimento de criadouros do mosquito dentro das casas e em terrenos baldios.

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