O avanço da febre amarela no Brasil está assustando a população e colocando em alerta as autoridades de saúde. O Brasil viveu o seu maior surto já notificado da febre amarela no ano passado. Entre dezembro de 2016 e agosto de 2017 foram registrados 777 casos em nove Estados e 260 pessoas morreram em decorrência da doença. E o ano de 2018 começou com um alerta, pois à medida que a doença avança pelo Sudeste, o assunto volta a ganhar espaço no noticiário nacional e internacional. No último fim de semana, um informe foi divulgado pela Organização Pan-Americana de Saúde, a Opas, que é um braço da Organização Mundial de Saúde. Nesse informe, a entidade alertou para o risco de um novo surto, pois no ano passado sete países das Américas foram afetados: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru e Suriname. Para a Opas, o aumento de notificações tem relação com um ecossistema favorável à disseminação do vírus e ao fato da população não estar vacinada. No Brasil, o Ministério da Saúde acabou de lançar campanha para imunizar mais de 19 milhões de pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A vacina é importante porque evita a circulação e expansão do vírus. Desse total, 15 milhões receberão a dose fracionada. É uma estratégia do Ministério da Saúde para garantir que uma quantidade maior de pessoas seja imunizada. Na prática, isso significa que nem todas as pessoas vacinadas poderão ficar tranquilas o resto da vida, pois o produto fracionado protege por um tempo determinado. A febre amarela é mais uma doença considerada erradica que volta a atormentar o Brasil. Ela havia desaparecido dos grandes centros urbanos em 1942 e a corrida agora é contra o tempo. Mesmo Estados que não foram afetados estão se mobilizando. É o caso do Paraná, onde as autoridades de saúde estão orientando as pessoas que vão viajar para áreas de risco a procurarem uma unidade de saúde para se vacinar. A imunização não é apenas uma prevenção individual, mas é uma importante proteção para a população em geral. Quanto maior a cobertura, menor a chance da doença avançar ainda mais pelo país.

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