A chegada da primavera, com temperaturas mais altas e aumento natural do volume de chuvas, traz um novo alerta: é preciso conter o avanço da dengue. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) divulgado nesta semana indica que 35 municípios estão em situação de risco ou alerta para a dengue. Do total das cidades, 25 já registraram epidemias em anos anteriores, o que aumenta a probabilidade de ocorrência de quadros mais graves da doença.
Entre os municípios com situação mais preocupante estão Assis Chateaubriand, Andirá, Londrina, Cambé, Santa Fé, Iporã, Altônia, Santa Terezinha do Itaipu e São Miguel do Iguaçu. Apesar de não registrar nenhum caso novo há quatro semanas, 13 regiões do Estado estão em situação de médio risco para o desenvolvimento do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença. Ao divulgar o levantamento, o objetivo do governo estadual é fazer com que a população não se esqueça dos cuidados contra a doença.
O controle do Aedes aegypti é bastante simples e conhecido, bastando combater a reprodução do inseto, que ocorre em água limpa e parada. No entanto, a dengue ainda é considerada um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas se infectam anualmente, em todos os continentes, exceto a Europa. Deste total, cerca de 550 mil necessitam de hospitalização e 20 mil morrem. De janeiro a setembro deste ano foram registrados 721.546 casos em todo o País, dos quais 10.069 considerados graves, com 468 mortes. No Paraná são mais de 29 mil casos, dos quais mais de 7,4 mil ocorreram em Londrina.
A proliferação do mosquito é rápida e, por isso, é importantíssimo que a população efetivamente colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação da doença. Em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas. Portanto, todos devem estar empenhados no combate à dengue, a ação não é só do governo.

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