O produtor rural passa por grave crise financeira. A estabilidade da moeda, meta prioritária do governo, merecedora de efusivos aplausos, está saindo cara para o ruralista. Mais do que isto, o homem do campo não consegue sustentar a atividade ante as dificuldades emergentes. Altos custos de produção, juros escorchantes, impostos absurdos, levam todos aos desespero.
Apesar de estarmos em um país em desenvolvimento e com visíveis dificuldades, é exigido do produtor rural índices de produtividade excessivos, sob pena de tomarem sua terra, quando o crédito adequado não existe e juros pesadíssimos o levam a inadimplência. Além de tudo isto, e ainda das pragas e das intempéries, ronda o ar a ameaça da reforma agrária em terras produtivas, principalmente naquelas acometidas de frustração de safra através de fatores meteorológicos e climáticos, que independem da vontade do homem, acarretando sérios prejuízos ao produtor, uma vez que, atualmente a cédula rural dos bancos oficiais não dispõe so ‘‘seguro proagro’’, que ameniza parte das perdas, recaindo todo o ônus nos ombros do produtor e, consequentemente impossibilitando-o de honrar seus compromissos perante o agente financeiro, ficando assim, marginalizado e tornando a sua propriedade o alvo certo para as invasões dos pseudos homens do campo.
Será que se tornar inadimplente por fatores alheios à vontade do homem, ele é merecedor da pena máxima, com a perda da sua terra? É óbvio que não, mas o Incra é o principal responsável, pois na condição de aliado do MST, indica as propriedades rurais que têm custeios atrasados, mesmo aquelas em fase de composição amigável, para que sejam invadidas, ferindo a constituição brasileira, nossa lei maior.
A inversão dos valores faz parte dos planos dos agitadores, criou-se um quadro novo de espertos e diferentes ‘‘funcionários’’ sem obrigações definidas, abastecido nas tetas do governo e que agora com uma audácia escabrosa se julgam no direito de indicar o conivente presidente do Incra a ocupar o cargo de ministro da Reforma Agrária.
Com a bandeira enganosa de desaproprias ‘‘terras ociosas’’, ‘‘abandonadas’’, ‘‘conservadas para a especulação’’, ‘‘enormes latifúndios improdutivos’’, na verdade, os objetivos estão sendo, indevidamente, terras bem situadas, com infra-estrutura pronta, produzindo satisfatoriamente e, na maior parte das vezes, áreas relativamente pequenas, depois dadas de graça, loteadas, aos chamados sem-terra, que invariavelmente as vendem por qualquer preço, não antes de terem recebido cestas básicas, pensões e ‘‘financiamentos’’ a fundo perdido.
Onde estão os direitos assegurados pela Constituição da República ao direito de propriedade privada? Onde se figura o Estado de Direito? Os trabalhadores rurais pertencem a uma tradição familiar e possuem estrutura para produzir os alimentos que o Brasil hoje importa, e competem em preço e qualidade. Não tem acesso a mesma linha de crédito que está à disposição dos sem-terra, que na verdade são ‘‘sem-lei’’, e que tem como objetivo alcançar o poder político e não produzir alimentos, pelo fato de estar comprovado que eles não têm competência para produzir alimentos, pelo fato de estar comprovado que eles não têm competência para produzir, haja vista que, preferem saquear supermercados e caminhões a cultivar a terra esbulhada.
Senhor governador Jaime Lerner, o povo paranaense lhe deu o voto de confiança que foi convertido em vitória nas urnas pela segunda vez, agora ele clama por justiça... E ela há de vir logo porque a classe ruralista não suporta mais esse desrespeito às leis e ao judiciário e exterminando o sofrido produtor, levando-a a miséria enquanto que, aqueles que não têm identidade com o trabalho na terra, não respeitam as leis brasileiras, praticando homicídios, furtos e saqueando fazendas a mão armada, estão impunes e gozando das benesses que o verdadeiro homem do campo nunca desfrutou.

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