Alep reforça combate à violência contra a mulher no Paraná
É imprescindível que políticas públicas sejam implementadas e fortalecidas para combater a violência contra a mulher
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terça-feira, 04 de março de 2025
É imprescindível que políticas públicas sejam implementadas e fortalecidas para combater a violência contra a mulher
Folha de Londrina 
A violência contra a mulher é uma realidade alarmante que exige a implementação de políticas públicas eficazes para seu enfrentamento. Dados do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública) também evidenciam de forma contundente a tragédia do feminicídio no Brasil. Em 2024, ao menos 1.387 mulheres foram assassinadas por razões relacionadas ao gênero, uma média de quatro feminicídios por dia. Os estados com o maior número de registros absolutos foram São Paulo , seguido de Minas Gerais e Bahia.
No Paraná, os números de feminicídios têm crescido de forma preocupante. Dados do Laboratório de Estudos de Feminicídios no Brasil (Lesfem) indicam que, em 2024, foram registrados 142 feminicídios consumados no estado, um aumento de 7,5% em relação aos 132 casos de 2023.
Em Londrina, a situação também é alarmante. Em 2024, ocorreram sete feminicídios, sendo quatro consumados e três tentados. Embora haja uma aparente redução em relação a 2023, quando foram registrados 12 casos (sete consumados e cinco tentados), especialistas alertam que essa diminuição pode estar relacionada a fatores como subnotificação ou mudanças na classificação dos crimes.
Casos recentes em Londrina reforçam a urgência de ações efetivas. Em recente entrevista à FOLHA, Silvana Mariano, coordenadora do Lesfem, deixou claro que as mortes não representam números, mas vidas perdidas para um crime evitável e que começa a partir da desigualdade de poder entre homens e mulheres.
Ela reforçou a importância de promover a igualdade entre homens e mulheres nas mais diversas esferas e da transformação para que meninos e meninas sejam ensinados que são iguais em dignidade humana e em deveres e responsabilidades sociais.
Diante desse cenário, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou medidas como o Programa Recomeço e o Auxílio Social Mulher Paranaense, que oferecem apoio financeiro e oportunidades de recomeço para mulheres em situação de risco. Essas iniciativas são fundamentais não apenas para o combate direto à violência, mas também para a conscientização e mudança de mentalidade na sociedade.
Além disso, programas como o Mulher Segura, que promovem palestras de conscientização sobre violência de gênero, têm mostrado resultados positivos, com uma redução de 38% nas ocorrências em municípios participantes.
Assim, é imprescindível que políticas públicas sejam implementadas e fortalecidas para combater a violência contra a mulher, promover a conscientização e transformar a mentalidade social
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