Álcool e direção
Os efeitos que a ingestão de bebidas alcoólicas provocam nos seres humanos não podem ser minimizados. Pesquisa divulgada pela organização não governamental Centro de Informações sobre Saúde e Álcool reforça o que já é de conhecimento de muitos: mesmo as pessoas que ingerem pouca quantidade de álcool estão expostas a riscos. Isso ocorre porque a substância provoca nas pessoas um excesso de confiança, criando uma falsa sensação de controle, o que aumenta a chance de ocorrência de um acidente.
Dados do Ministério da Saúde confirmam a pesquisa. De acordo com levantamentos oficiais, 21% dos acidentes de trânsito estão relacionados ao consumo de álcool. Uma em cada cinco vítimas desse tipo de ocorrência atendidas nos prontos-socorros estava sob efeito da substância e, nessa conta, estão incluídos condutores, passageiros e pedestres. Entre os atendimentos, a faixa etária mais prevalente é a de 20 a 39 anos, fase bastante produtiva na vida do ser humano. Somente em 2011, foram gastos cerca de R$ 200 milhões em internações no SUS para vítimas de acidentes de trânsito, sem contar com reabilitação e com segunda cirurgia, muito frequentes em vítimas de acidentes.
Portanto, é passada a hora de intensificar fiscalizações e tentar incutir nas pessoas o consumo consciente. Ao contrário do cigarro, o álcool é socialmente aceito e, por isso, a abordagem tem que ser diferente e envolver adultos, jovens e crianças. A longo prazo a educação é o melhor caminho para reduzir os trágicos números de acidentes de trânsito.
Outro fator importante é a punição. A pena para motoristas embriagados que provocam acidentes com vítimas é branda. Um dos principais passos seria promover mudanças na legislação a fim de torná-la mais dura com esse tipo de crime. A sensação de impunidade contribui para o consumo exagerado.





