São Paulo O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou ontem um regime disciplinar diferenciado para presos que participam de rebeliões e aumento no número de revistas nas penitenciárias. Ele participou da missa de reabertura da Catedral da Sé, em São Paulo.
Anteontem, 11 presos morreram em uma rebelião no distrito policial de Embu, na Grande São Paulo. Cinquenta e nove presos fugiram. Na Penitenciária Feminina do Estado, na zona norte da capital, as presas se amotinaram e fizeram dois reféns, libertados no final da rebelião.
As medidas foram definidas ainda no sábado, em reunião entre Alckmin e o secretário Estadual de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho. O governador afirmou que esse regime especial será detalhado. ''Estamos identificando os presos que estão botando fogo em colchão, matando outros presos, e eles vão ser indiciados em novos crimes'', disse o governador.
Alckmin disse que até o final do ano terá contratado mais 3 mil policiais e 15 novos Centros de Detenção Provisória (CDPs) serão entregues para abrigar presos ainda não julgados.

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