Paris A organização terrorista de Osama bin Laden, Al Qaeda, suspeita de envolvimento nos atentados de Riad que causaram a morte de dezenas de pessoas, tem na guerra santa contra os americanos sua principal razão de ser.
Acusada pelos Estados Unidos de ser responsável pelos ataques de 11 de setembro em Nova York e Washington, e pelos atentados de 1998 contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, que deixaram 224 mortos, Al Qaeda, ou ''a base'', é uma rede com ramificações mundiais com financiamento aparentemente ilimitado. Seu núcleo é formado por ex-mujahedines, os combatentes que lutaram na ''guerra santa'' contra a ocupação soviética no Afeganistão de 1979 até 1989.
Suas origens se remontam aos últimos anos da presença do exército vermelho no Afeganistão, quando os Estados Unidos, por meio da CIA, financiavam a luta contra a ocupação soviética.
Nesse momento, Bin Laden consolidou sua visão de uma união de muçulmanos numa luta permanente contra as potências ocidentais.
O início da formação da rede é geralmente datado de 1988, um ano antes da retirada soviética. Em 26 de maio de 1998, durante uma entrevista coletiva com trechos divulgados em agosto passado pela CNN, Bin Laden declarou ter formado ''uma frente chamada Frente Islâmica Internacional, para levar adiante a jihad (guerra santa) contra os cruzados e os judeus'', tendo como objetivo matar norte-americanos, civis e militares.

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